Comitê de Gerenciamento Bacia Hidrográfica do 

Rio Araranguá

Com adesão expressiva de participantes, foi realizado no dia 9 de junho, o curso geral sobre o enquadramento das águas superficiais e subterrâneas na UPG 7.1 - Itajaí. A atividade é uma realização do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí e da entidade executiva UDESC/Programa SC Águas (SEMAE). 

Marcaram presença no curso geral cerca de 72 participantes entre representantes-membros do Comitê e a comunidade interessada na temática. A formação contou com palestras do  Engenheiro Ambiental e doutor em Ciências Ambientais, Gustavo Piazza, e da química e doutora em Engenharia Ambiental, Rubia Girardi. 

O enquadramento das águas superficiais da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí foi aprovado em 2022, por meio da Resolução CERH nº 69/2022. Os estudos para a elaboração deste instrumento de gestão tiveram início em 2016, e projetam cenários até 2040. Na palestra, foi destacado o pioneirismo do Comitê do Itajaí na aprovação do Enquadramento das águas superficiais. A bacia foi a primeira de Santa Catarina a ter o enquadramento dos rios aprovado, servindo como referência estadual na implementação desse instrumento de gestão hídrica.

O curso buscou capacitar os representantes-membros do órgão colegiado, apresentando o enquadramento como um dos principais instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos. Na capacitação, os palestrantes explicaram as classes de enquadramento previstas na legislação, assim como os critérios utilizados para classificação dos rios. Os resultados do enquadramento da bacia do Itajaí também foram apresentados, gerando um debate localizado sobre a implementação da política. 

O enquadramento das águas subterrâneas foi a temática abordada na segunda parte do curso. Os estudos sobre as águas subterrâneas da região foram desenvolvidos para complementar o enquadramento das águas superficiais e incorporou toda a Unidade de Planejamento e Gestão (UPG) do Itajaí. Como resultado do levantamento de dados foi identificada a predominância de classe 2 para classificar as águas subterrâneas da UPG. Nas unidades de conservação da região as águas foram enquadradas na classe especial. 

Gustavo Piazza destacou a importância das águas subterrâneas para a manutenção de rios e ecossistemas. “Muitos rios brasileiros são alimentados o ano todo por aquíferos, mas hoje essas águas estão sob pressão por causa da superexploração, da poluição e da impermeabilização do solo. Na bacia do Itajaí, a principal utilização da água subterrânea tem sido para irrigação, dessedentação animal, abastecimento público e uso industrial, especialmente nas regiões próximas aos municípios mais populosos”, explicou o palestrante. 

 

Formação continuada fortalece governança das águas

As capacitações buscam atualizar os conhecimentos dos representantes-membros dos Comitês de Bacia Hidrográfica, para aprimorar a tomada de decisão qualificada nos órgãos colegiados. De acordo com o gerente de saneamento e gestão de recursos hídricos da SEMAE, Vinícius Tavares Constante, a capacitação é uma ferramenta fundamental para o avanço da gestão de recursos hídricos. “O enquadramento não é um instrumento fácil de implementar, ele é bem complexo. Talvez seja o instrumento que mais interfere nas atividades na bacia. Promover a familiarização com esse instrumento é estratégico para a gestão eficaz das águas”, completa o gestor. 

O coordenador-geral do UDESC/Programa SC Águas, João Marcos Bolsi Mendonça de Moura, também destaca o papel de qualificação técnica das capacitações oferecidas: “Realizamos as capacitações com o objetivo de fortalecer a implementação dos instrumentos de gestão de recursos hídricos. Este curso, assim como as demais capacitações previstas ao longo deste ciclo em conjunto com a entidade executiva, faz parte desse esforço de qualificação e apoio técnico à gestão das águas.”

A temática abordada no curso geral foi amplamente elogiada pelos participantes. Para o presidente do Comitê do Itajaí, Odair Fernandes, o enquadramento é um instrumento extremamente importante para o Comitê. “Precisamos compreender melhor o que o enquadramento representa, como funciona e como deve ser aplicado. E, quando falamos de águas subterrâneas, isso exige ainda mais conhecimento técnico e aprofundamento”, concluiu o presidente na abertura da formação. 

Todos os participantes que assinaram a lista de presença do curso receberão certificado após responderem o questionário sobre o tema abordado na capacitação. A exigência segue diretriz da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).






Assessoria de Comunicação dos Comitês de Bacia da Vertente Litoral de SC
Priscila Oliveira










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Estão abertas inscrições para o curso geral sobre esgotamento sanitário promovido pelo Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, do Complexo Lagunar e bacias contíguas, em parceria com a Entidade Executiva UDESC/Programa SC Águas (SEMAE). A formação “Saneamento básico em bacias hidrográficas - O Esgotamento Sanitário no Contexto do Novo Marco Legal” irá ocorrer no dia 10 de junho, a partir das 14h,  por meio de videoconferência. 

 

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do formulário. Clique aqui.

 

O Novo Marco Legal do Saneamento (Lei n. 14.026/2020) estipula como meta a coleta e o tratamento de esgoto a 90% da população até 2033. Neste contexto, o curso geral tem o objetivo de capacitar os representantes das organizações-membro do Comitê e público interessado sobre a temática do Saneamento Básico no âmbito do Esgotamento Sanitário. 

 

A capacitação irá abordar a atuação de órgãos de governo na mobilização dos municípios que compõem a bacia hidrográfica para promover a expansão da cobertura de esgoto e/ou a sua implementação, além de apresentar o panorama atual em relação à prestação do serviço nesses locais.

 

O curso geral tem como público-alvo, representantes das Organizações-membro do Comitê Tubarão e Complexo Lagunar, membros de outros Comitês de Bacia, gestores municipais, órgãos da gestão de recursos hídricos, fundações e secretarias de meio ambiente, órgãos afins, estudantes e público em geral.

 

O curso tem carga horária de 6 horas, com 4 horas de aula virtual e 2 horas de atividades assíncronas. Os inscritos receberão certificado de participação. 

 

Confira a programação:

 

14h Abertura e boas-vindas

 

14h10 Atuação Institucional do TCE e Caminhos para superar os Desafios da Implantação do Esgotamento Sanitário nos Municípios de Santa Catarina – Palestrante da Auditoria Fiscal e Coordenadoria do Grupo de Trabalho TCE/SC Meio Ambiente

 

15h As Agências Reguladoras como Indutoras da Universalização da Cobertura de Esgoto nos Municípios atendidos na Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar – Palestrante da ARESC 

 

15h30 – As Agências Reguladoras como Indutoras da Universalização da Cobertura de Esgoto nos Municípios atendidos na Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar - Palestrante da ARIS 

 

16h20 – Intervalo

 

16h30 – As Agências Reguladoras como Indutoras da Universalização da Cobertura de Esgoto nos Municípios atendidos na Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar  - Palestrante do CISAM-Sul 

 

17h – As Agências Reguladoras como Indutoras da Universalização da Cobertura de Esgoto nos Municípios atendidos na Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar  - Palestrante da AGR/Tubarão 

 

17h20 – “Projeto Esgoto doméstico: tratamento individual, benefício coletivo” - Entidade Executiva UDESC/Programa SC Águas. 












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Com expressiva participação de membros e agentes da Bacia, ocorreu, no dia 26 de maio, a atividade do curso de  capacitação continuada do Comitê de Gerenciamento das Bacias Hidrográfica do Rio Cubatão, Rio da Madre e Bacias Contíguas. O curso “Enquadramento da UPG 8.2 e suas possibilidades" buscou aprofundar os conhecimentos dos representantes das organizações-membros do Comitê sobre o instrumento de gestão hídrica.

O curso abordou o tema do enquadramento dos corpos hídricos na Unidade de Planejamento e Gestão (UPG 8.2) Cubatão, que incorpora as bacias dos rios Cubatão e Madre, com foco na gestão e governança dos recursos hídricos em Santa Catarina. Foram apresentadas as bases legais, conceitos fundamentais, diagnósticos e prognósticos da qualidade da água superficial e subterrânea, além da proposta de enquadramento aprovada pelo Comitê. 

A capacitação é uma realização da entidade executiva UDESC/Programa SC Águas, em parceria com o Comitê de Bacia, com o apoio da SEMAE. Ministraram o curso a coordenadora de apoio a aplicação dos instrumentos de gestão de recursos hídricos, Rúbia Girardi e o coordenador de apoio aos projetos do PERH, Gustavo Piazza. 

Para a presidente do Comitê Cubatão e Madre, Morgana Eltz (IMA), as capacitações continuadas são importantes para promover a constante atualização dos conhecimentos sobre a região hídrica. “A formação contínua dos membros e a continuidade das ações são fundamentais para fortalecer o trabalho do comitê”, afirmou a presidente na abertura do evento. 

O Gerente de Saneamento e Gestão de Recursos Hídricos da SEMAE, Vinícius Tavares Constante, reforçou o papel do plano de capacitação continuada, destacando que o tema do enquadramento é central e relevante para a região. "É importante que os membros dos comitês estejam continuamente sendo capacitados. O enquadramento é um instrumento muito complexo de se aplicar. Por isso é necessário estar sempre se capacitando sobre este instrumento de gestão". 

O coordenador-geral do UDESC/Programa SC Águas (SEMAE), João Marcos Bosi Mendonça, destacou que a atividade fomenta a continuidade qualificada das ações do Comitê. “Este curso proporciona a continuidade das ações e do trabalho desenvolvido nos ciclos anteriores. O enquadramento já foi amplamente discutido no Comitê, sendo, inclusive, objeto de deliberação. No entanto, é fundamental que haja um processo permanente de capacitação, para que o Comitê possa tomar decisões cada vez mais qualificadas, especialmente diante da renovação de representantes e das organizações-membro". 

 

Assessoria de Comunicação dos Comitês de Bacia da Vertente Litoral de SC
Priscila Oliveira

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No dia 21 de maio, os representantes-membro do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí e bacias contíguas, João Vítor Soares Corrêa (SUMADS/Prefeitura de Gaspar), Karen Niége Franke (SUMADS/Prefeitura de Gaspar) e Artur Battisti Neto (CRBio) marcaram presença na capacitação “Metodologias de Acompanhamento do Plano de Recursos Hídricos”. A atividade foi promovida pelo Comitê Canoas-Pelotas e a entidade executiva UDESC Programa SC Águas (SEMAE). 

Na formação, foram apresentadas as metodologias empregadas para implementação e monitoramento dos planos de recursos hídricos. As metodologias seguem as diretrizes do Manual para Avaliação da Implementação de Planos de Recursos Hídricos, publicado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em 2021, utilizando tabelas em Excel integradas ao Power BI como ferramentas de acompanhamento dos planos, ações e indicadores.

Também foi pauta da atividade as dificuldades encontradas para o monitoramento dos planos de recursos hídricos, como a mensuração de indicadores não quantitativos, a obtenção de dados em algumas regiões das bacias e os desafios relacionados à proteção de mananciais, especialmente em situações envolvendo uso inadequado de Áreas de Preservação Permanente (APP), entre outras. 

Para os participantes, a capacitação promoveu troca de experiências, debates técnicos e contribuições importantes para o avanço da implementação e consolidação dos planos de recursos hídricos nas diferentes regiões. 

 

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No dia 28 de maio, o Comitê Urussanga irá promover o curso Instrumentos de gestão: Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Urussanga. A capacitação busca capacitar os membros do comitê e o público-geral interessado, sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos e o estudo do Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Urussanga.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do formulário.

A formação ocorrerá por meio de videoconferência, ​​das 13h às 18h. Serão abordados na capacitação as competências dos Comitês de Bacia no Sistema de gerenciamento de recursos hídricos, o Plano de Recursos Hídricos, assim como o diagnóstico, prognóstico e o Plano de Ação do Plano de Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Urussanga.

A gestão das águas no Brasil é orientada pela Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), instituída pela Lei nº 9.433, de 1997. Essa legislação estabelece que a água é um bem público e limitado, e que sua gestão deve ser feita de forma descentralizada e participativa, tendo a bacia hidrográfica como unidade de planejamento. Neste contexto, os Planos de Recursos Hídricos são instrumentos fundamentais, pois organizam informações, definem prioridades e orientam as ações necessárias para garantir o uso sustentável da água. 

O Plano da Bacia do Rio Urussanga é o principal documento de planejamento para a região, alinhando as diretrizes nacionais às necessidades locais. Este instrumento é fundamental para qualificar as discussões e subsidiar as tomadas de decisão dos Comitês de Bacia e de seus representantes. O Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Urussanga foi aprovado pelo Comitê de Bacia em 2019, com cerimônia de lançamento em 2021, devido à situação de pandemia.

O plano define objetivos como melhorar a qualidade da água, garantir disponibilidade hídrica, aumentar a segurança frente a eventos como estiagens e fortalecer a gestão. Para isso, estabelece metas de curto, médio e longo prazo e organiza cerca de vinte programas de ação. Entre as iniciativas previstas estão a ampliação do monitoramento da qualidade e quantidade da água, investimentos em saneamento básico, recuperação de áreas degradadas, proteção de nascentes, educação ambiental e fortalecimento da participação social.

O plano também traz diretrizes para instrumentos importantes da gestão hídrica, como a outorga de uso da água que regula quem pode usar e quanto pode ser utilizado, e o enquadramento dos corpos d’água, que define metas de qualidade para os rios da bacia.

Participe! Para mais informações acompanhe as redes sociais do Comitê Urussanga. 


 Assessoria de Comunicação dos Comitês de Bacia da Vertente Litoral de SC
Priscila Oliveira

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Em formação com saída de campo, integrantes do órgão visitaram pontos estratégicos do principal rio da bacia

Vivenciar, na teoria e na prática, um olhar estratégico para o Rio Urussanga: foi com esse objetivo que o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Urussanga promoveu sua última capacitação do ano nessa semana. Seguindo a temática “Monitoramento e Diagnóstico da Qualidade da Água”, a formação contou com um debate teórico inicial, seguido por uma saída de campo, que proporcionou aos participantes da formação, a visita in loco em pontos estratégicos do principal rio da bacia.

Para o vice-presidente do Comitê Urussanga, Fernando Damian Preve Filho, a capacitação foi muito proveitosa, uma vez que oportunizou ao grupo de entidades que participam do órgão uma clareza maior da situação do rio. “As informações repassadas conseguiram mostrar a dimensão do problema relacionado à água dentro da Bacia do Rio Urussanga. A parte sobre coleta e amostragem foi muito importante neste sentido, porque conseguiu mostrar aos participantes que os resultados de monitoramentos sobre as águas do Rio Urussanga revelam o tamanho do impacto causado pela intervenção humana, enquanto mineração, na região. E quando avaliamos o impacto atual decorrente dessa intervenção humana, conseguimos ter uma visão melhor do quanto não será fácil para diminuir ou mitigar os problemas decorrentes dessa situação”, ressaltou.

Outro ponto de destaque, conforme o vice-presidente do Comitê, foi o fato de a capacitação ter oportunizado que os participantes relembrassem a situação envolvendo a bacia de captação de água para abastecimento urbano de Urussanga, que por conta da condição imposta pelo carvão, acontece exclusivamente em um único refúgio, em parte do Rio Barro Vermelho. “É deste ponto que vem praticamente todo o abastecimento urbano de Urussanga e, ainda hoje, não se materializou a preocupação necessária com esse bem precioso. É preciso que mais entidades-membro tenham conhecimento da importância deste ponto, para que a partir dessa sensibilização, seja possível avançar nas questões relacionadas à reservação e cuidado com essa bacia de captação”, completou.

Palestrantes

A capacitação foi conduzida por dois palestrantes, o coordenador geral do ProFor Águas e coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) da Unesc, pesquisador e prof. doutor Carlyle Torres Bezerra de Menezes, e o engenheiro ambiental Ives Fiegenbaum, integrante da equipe técnica do Iparque - Parque Científico e Tecnológico da Unesc.

Conforme Menezes, a qualidade da água reflete o equilíbrio ambiental e a eficiência no uso dos recursos hídricos, sendo essencial para a sustentabilidade e a gestão das bacias hidrográficas. “Está neste ponto a importância de abordarmos essa temática em um momento de capacitação. Como objetivo principal, a formação visou capacitar os participantes para que estes possam interpretar e compreender os dados de monitoramento e o diagnóstico de qualidade da água, alinhando as suas ações aos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos. Além de contribuir para a proposição de um monitoramento participativo e comunitário, em um processo de sensibilização e educação ambiental”, avaliou.

A apresentação do coordenador geral do ProFor Águas Unesc ainda abordou os parâmetros físico-químicos, biológicos e bacteriológicos do Rio Urussanga, bem como discutiu a respeito da importância de cada parâmetro para a avaliação da saúde do rio, ao falar sobre a situação atual da qualidade da água que corre no seu leito.

Além disso, Fiegenbaum explanou acerca da amostragem da água superficial e dos equipamentos utilizados em campo. “Buscamos obter informações sobre a qualidade da água nos diferentes usos, bem como identificar os possíveis impactos ambientais decorrentes das fontes de poluição, pontuais e/ou difusas, que possam contribuir com a possível alteração da qualidade natural do meio. Permitindo assim, a tomada de medidas preventivas e corretivas para preservar os recursos hídricos”, completou o engenheiro ambiental.

Saída de campo

Após os debates teóricos, a saída de campo percorreu pontos na Bacia do Rio Urussanga, levantando abordagens acerca de dados históricos e contextualização sobre a atual situação do manancial. A visita técnica iniciou na Cachoeira Vale dos Figos, uma área preservada, exemplo de conservação ambiental, e seguiu um percurso por diversos trechos, incluindo o da localidade de Rio Carvão Baixo, entre outros.

 

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“Reúso da Água” será tema do encontro no dia 22 de outubro, de forma remota

 

Em mais um momento de formação, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, do Complexo Lagunar e Bacias Contíguas promoverá sua 3ª e última capacitação de 2024. A temática abordada será o “Reúso da Água”, com a participação de palestrantes catarinenses e de outros estados do Brasil para a explanação, como Bahia e Rio Grande do Sul. O curso ocorrerá no dia 22, terça-feira da próxima semana, das 13h às 19h de forma remota. As inscrições podem ser realizadas neste link.

Além de uma tarde de troca de conhecimentos, o presidente do Comitê Tubarão e Complexo Lagunar, Woimer José Back, reforça que o tema é de extrema relevância para ser debatido entre os membros, a fim de que todos conheçam os métodos de reaproveitamento da água que contribuam à sua correta gestão.

“Precisamos quebrar aquele conceito antigo de que temos a água em abundância. Por isso, trouxemos quatro palestrantes de altíssima qualidade, que abordarão esse tema sob diversos aspectos. Convidamos a todos para prestigiarem esse evento, pois, com certeza, vamos terminar o dia com muito mais conhecimento sobre o correto reúso da água”, enfatiza Back.

Eventos extremos e o Reúso da Água

Embora o Brasil seja um dos países que mais tenha reserva de água doce no planeta, as mudanças climáticas mostram que isto vem mudando. Segundo a análise feita pelo palestrante e professor da Universidade de Caxias do Sul (UCS/RS), Lademir Luiz Beal, o reúso da água é uma ferramenta de estratégia para fazer com que a qualidade das águas naturais seja protegida.

“Hoje, o Sul do Brasil, apesar de não ter uma grande abundância, tem regularidade pluviométrica, mas nós não podemos contar com isso para sempre. Temos que estar preparados para eventos extremos, sejam estes pluviométricos ou de estiagem, e uma das estratégias é reutilizar as águas, desde a água de chuva, até os efluentes domésticos e industriais”, explica Beal.

O palestrante reforça, ainda, que para realizar essas ações é importante o uso de engenharias, políticas públicas e mecanismos indutores dos governos federal, estadual ou municipal. Diante deste cenário, a sua fala na capacitação terá como tema o “Reúso de Águas no Brasil: cenário, oportunidades e desafios”, para compartilhar um panorama nacional e mundial da situação. “Quando falamos em reúso, sempre teremos que responder a uma pergunta: ‘Qual é a qualidade da água no ponto de uso?’. A partir disto, podem-se estabelecer processos e rotas tecnológicas para atingir essa qualidade. Tudo vai depender do que precisamos em termos de qualidade no ponto de uso deste efluente que será reutilizado”, acrescenta.

Saneamento básico rural

Após a primeira palestra, o segundo ministrante será o técnico em extensão rural do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada da Bahia (IRPAA/BA), Wermerson Cardoso Silva Matos, que abordará o “Sistema de tratamento de esgoto e reúso agrícola: uma contribuição ao saneamento básico rural”. Em sua apresentação, Matos trará para a discussão aspectos pautados em tecnologias apropriadas para tratamento e reúso da água para produção agrícola. “Com isso, conseguimos minimizar a contaminação do lençol freático e oportunizar volumes de água maiores para as famílias rurais produzirem seus alimentos”, relata Matos.

Além do tema central da palestra, o técnico vai contextualizar sobre o clima “semiárido" da Bahia, trazendo reflexões da importância da captação e manejo da água de chuva. “Farei alguns questionamentos aos participantes sobre a real situação do esgotamento sanitário na região em que atuam e como essa problemática é pautada pelas comunidades e poder público”, completa o técnico em extensão rural do IRPAA/BA.

Outros palestrantes

Em um terceiro momento, a conversa seguirá com o químico industrial do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAMAE) de Orleans, Rossano Umberto Comelli, que levará aos participantes mais conhecimento sobre o “Reúso do efluente tratado: Estudos de casos na Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar”. Por fim, o último a ministrar o bate-papo será o tecnólogo em Gestão Ambiental e especialista em serviços tecnológicos, Bruno Alberto Haas, que é consultor técnico do Instituto Senai de Tecnologia Ambiental e trará ao debate as 'Estratégias e tecnologias para o Reúso da Água na indústria'.

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Momento de aprendizado reuniu quatro palestrantes experientes da área, para compartilhar conhecimentos com membros e participantes

 

A formação realizada nesta segunda-feira, dia 07, pelo Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba debateu com os seus membros e integrantes da comunidade sobre “Monitoramento e Diagnóstico da Qualidade das Águas”. O momento de aprendizado, segundo de 2024, contou com quatro palestrantes com expertise na área, contribuindo para a melhor compreensão sobre a importância da geração de dados sobre as condições das águas da bacia para a orientação de políticas de melhoria dos recursos hídricos.

Segundo dados do Plano Estadual de Recursos Hídricos, a região Hidrográfica do Extremo Sul Catarinense (RH10), a qual a bacia do rio Araranguá e Afluentes do Rio Mampituba pertence, é a pior de Santa Catarina em termos de qualidade e quantidade de água. Tendo em vista essa grave situação, a capacitação teve como objetivo oferecer subsídios para que os membros estejam capacitados para lidar com esta situação em sua participação no órgão.

Conforme a presidente do Comitê Araranguá e Afluentes do Mampituba, profa. Eliandra Gomes Marques, o monitoramento é fundamental para a implementação de políticas públicas e para o cumprimento de legislações ambientais. “Os pesquisadores reforçaram a importância de monitorar a qualidade das águas, que está diretamente ligada à garantia da saúde humana, à preservação dos ecossistemas aquáticos e à manutenção dos usos múltiplos da água, como o abastecimento, a pesca, o turismo, pecuária e a agricultura. Em nossas bacias hidrográficas - do rio Araranguá e do rio Mampituba, o monitoramento da qualidade das águas é essencial para mitigar os impactos de atividades econômicas que podem comprometer a saúde dos corpos d’água, seja por meio de contaminação ou pela pressão sobre áreas de preservação. Essas ações são essenciais para a recuperação ambiental e a proteção dos usos múltiplos da água, garantindo a sustentabilidade e a conservação dos recursos hídricos a longo prazo”.

Diagnóstico inicial

A mestre em geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Marciéli Frozza – que é geóloga do Iparque/Unesc e atua em apoio aos estudos sobre recursos hídricos subterrâneos no ProFor Águas/Unesc, Projeto Fapesc n°32/2022 – apresentou os detalhes da elaboração destes estudos. Abordando o “Diagnóstico das águas subterrâneas das bacias do Sul Catarinense”, relatou que há diversos desafios a serem considerados por conta dos limites territoriais dos recursos hídricos subterrâneos.

“Os fluxos das águas subterrâneas não correspondem, especificamente, às características de relevo como ocorre nas delimitações das bacias hidrográficas, por exemplo. Os aquíferos, ultrapassam os limites territoriais dos municípios e estados. No entanto, para melhor compreensão das características das águas subterrâneas em relação à forma de ocorrência, qualidade da água e distribuição espacial, compreende-se a importância de trazer à luz da gestão hídrica em escala de Unidade de Planejamento e Gestão (UPG), o status dos recursos hídricos subterrâneos”, enfatiza Marciéli.

O entendimento do comportamento das águas subterrâneas e a situação atual dos dados de órgãos públicos disponíveis também foi apresentado para os participantes da capacitação. “Os dados constituem uma primeira, importante e necessária etapa para a organização de um banco de dados que servirá de base para este e estudos futuros”, acrescenta.

Conhecimento para monitorar e diagnosticar

O monitoramento e diagnóstico da qualidade das águas superficiais é essencial para o planejamento e gestão de recursos hídricos. Com a ferramenta, é possível criar uma base de dados que servirá de referência para estudos e a geração de informação que, por sua vez, serão usados para desenvolver estratégias de conservação. Para o gerente e pesquisador da Epagri-CIRAM, Dr. Luis Hamilton Pospissil Garbossa, que atua na área de monitoramento ambiental e modelagem numérica aplicados à aquicultura e meio ambiente, a temática permite complementar políticas de gestão sustentável.

“Além disso, garante a segurança hídrica para os mais diversos usos. A qualidade da água afeta diretamente a saúde pública e a produtividade agrícola, sendo crucial para a prevenção de doenças e a manutenção de ecossistemas saudáveis”, destaca Garbossa.

Eu sua apresentação, ele abordou o tema “Implementação de sistema de monitoramento de dados ambientais automatizado: opções tecnológicas e desafios” e apresentou insights sobre o monitoramento automático da qualidade da água, exibindo alguns resultados obtidos com este método na Epagri. Também expôs equipamentos utilizados, como sondas de qualidade de água, o processo de transmissão de dados e a qualificação dos dados após serem recebidos em uma base de dados computacional.

Outras temáticas

Para compreender e controlar os impactos ambientais causados pela mineração de carvão na região Sul do estado, o engenheiro ambiental e pesquisador em geociências do Serviço Geológico do Brasil e Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (SGB/CPRM), Dr. Albert Teixeira Cardoso, abordou sobre o “Monitoramento e qualidade dos recursos hídricos na Região Carbonífera de Santa Catarina”.

Por fim, a capacitação contou ainda com a participação da engenheira de recursos hídricos e ambiental pela da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Dra. Heloise Garcia Knapik, que compartilhou conhecimentos sobre o “Monitoramento da qualidade da água em rios: experiências, desafios e oportunidades’’ e suas experiências com o Rio Iguaçu, do Paraná, o segundo rio mais poluído do Brasil.

Participação

A atividade contou com a mediação do coordenador técnico do ProFor Águas Unesc, José Carlos Virtuoso, e da técnica em gestão hídrica, Sabrina Baesso Cadorin, que presta suporte para o Comitê Araranguá e Afluentes do Mampituba.

 

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Evento aconteceu por meio de videoconferência, na tarde desta quarta-feira, e contribuiu para a ampliação do conhecimento técnico dos participantes

“Monitoramento e Diagnóstico da Qualidade da Água Superficial” foi o tema da segunda capacitação do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, Complexo Lagunar e Bacias Contíguas. A discussão sobre o assunto, por meio de videoconferência, ampliou o conhecimento técnico de seus membros.

Para que os participantes tivessem acesso a uma ampla gama de informações e pudessem tirar todas as dúvidas, o curso contou com a participação dos especialistas em recursos hídricos e saneamento básico da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Daniel Izoton Santiago e Marcelo Luiz de Souza; e do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia (Ciram), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), o gerente Luis Hamilton Pospissil Garbossa.

Para o presidente do Comitê Tubarão e Complexo Lagunar, Woimer José Back, este momento de troca de conhecimentos foi extremamente enriquecedor. “Foi uma tarde bem produtiva com técnicos muito qualificados da ANA e EPAGRI. Inicialmente, lembramos e reforçamos os conceitos sobre enquadramentos com suas classes dos rios, lagos e lagoas que temos e queremos ter. Na sequência, tivemos a oportunidade conhecer mais sobre os trabalhos da ANA e sobre os dados de monitoramento e análises de qualidade de água bruta superficial, com suas respectivas importâncias. Concluindo, foi abordada a importância de implementação de muito mais sistemas de monitoramento de dados ambientais automatizados”, elencou.

Para o presidente, sempre com bastante interação, foi possível alcançar o objetivo da capacitação. “Conseguimos viabilizar conhecimento técnico sobre a água. Esperamos influenciar positivamente para que mais pessoas possam atuar na conscientização e cuidados com nossas águas na bacia hidrográfica. Água é vida e como recurso natural finito, precisamos cada vez mais atuar na sua preservação e recuperação”, completa Back.

Além de pessoas externas, também participaram da capacitação o vice-presidente do Comitê Tubarão e Complexo Lagunar, representante da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), Patricio Fileti; o secretário-executivo, representante do Sindicato Rural de Tubarão, Rafael Marques; e diversos membros, tais como: Maicon dos Reis Soares, da Associação de Pecuaristas de Tubarão e Região; João Paulo Mendes de Carvalho, da APESC; Vanessa Matias Bernardo, do IMA; Samuel Andrade Segatto, da FAMOR; Clair Teixeira de Souza, do Sindicato Rural de Tubarão e Região; Rofferson da Rosa Izidoro, da Diamante Geração de Energia; e José Cerilo Calegaro, da EPAGRI.

Conteúdos abordados

O primeiro tópico discutido abordou ‘os parâmetros de qualidade da água para a elaboração da proposta de enquadramento: seleção e interpretação no processo de gestão de recursos hídricos’. Durante a discussão, Santiago explicou desde as leis e parâmetros mais relevantes até a importância do entendimento da mensuração dos resultados.

Conforme explica o palestrante, a compreensão sobre o tema é crucial para que o Comitê possa participar de forma crítica na formulação de uma proposta de enquadramento para a bacia. “Essa habilidade é essencial não apenas durante a criação da proposta, mas também no acompanhamento dos resultados de monitoramento, verificando o alcance efetivo das metas progressivas intermediárias e finais”, complementa.

Posteriormente, Souza abordou a questão dos dados de monitoramento e análises de qualidade da água bruta superficial, enfatizando sua relevância para os instrumentos de gestão de recursos hídricos. Encerrando a troca de conhecimentos, Garbossa destacou o processo de coleta e transmissão de dados ambientais, ressaltando a importância de qualificar esses dados ao serem incorporados em sistemas computacionais.

 

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Inscrições para participar do encontro, que discutirá “Monitoramento e Diagnóstico da Qualidade de Água Superficial”, já estão abertas

 

Com o objetivo de melhorar o nível de conhecimento técnico dos seus membros, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, Complexo Lagunar e Bacias Contíguas promoverá a segunda capacitação do ano, desta vez sobre ‘Monitoramento e Diagnóstico da Qualidade de Água Superficial’. Aberto ao público externo, o encontro acontecerá por videoconferência no dia 24 de julho, das 13h às 19h. Os interessados podem realizar as inscrições via link.

O tema abordado, segundo o presidente do Comitê Tubarão e Complexo Lagunar, Woimer José Back, auxiliará os integrantes do órgão a darem continuidade à análise com mais conhecimento da proposta de enquadramento do Rio da 'Madre', localizado em Tubarão, em que o Comitê irá deliberar. “Essa capacitação vem em uma boa hora, pois precisamos avançar rapidamente na melhoria da qualidade das águas, rios, lagos e lagoas. Por isso, é de extrema importância a participação tanto dos membros quanto demais interessados, para melhorarmos nossa experiência e realizar uma força-tarefa de monitoramento”, explica.

Palestrantes

Para elevar a capacidade técnica sobre o tema da capacitação, o curso será ministrado pelos especialistas em recursos hídricos e saneamento básico da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Daniel Izoton Santiago e Marcelo Alves de Souza; e pelo Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia (Ciram) da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), o gerente Luis Hamilton Pospissil Garbossa.

A apresentação começará com Santiago, que abordará os ‘parâmetros de qualidade de água para a elaboração da proposta de enquadramento: seleção e interpretação no processo de gestão de recursos hídricos’. “Esse tema é fundamental à capacitação de membros do Comitê que desejam contribuir criticamente para a elaboração de uma proposta de enquadramento para a bacia. Saber interpretar os parâmetros de qualidade de água é necessário desde o desenvolvimento da elaboração da proposta, até o acompanhamento dos resultados de monitoramento quanto ao efetivo alcance das metas progressivas intermediárias e final”, esclarece.

Depois, será a vez de Souza trazer para discussão a questão dos dados de monitoramento e análises de qualidade da água bruta superficial, voltadas aos instrumentos de gestão de recursos hídricos. Por fim, para concluir a tarde, Garbossa falará sobre o processo de coleta e transmissão de dados ambientais e a importância da qualificação dos dados após serem recebidos em uma base computacional.

“Apresentarei insights sobre o monitoramento automático da qualidade da água, exibindo alguns resultados obtidos na Epagri. Mostrarei alguns equipamentos utilizados, como sondas de qualidade de água e sua integração aos sistemas de monitoramento automático. Além disso, também falarei sobre os desafios da implementação de sistemas automatizados”, conta Garbossa.

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Evento acontecerá no dia 26 de junho e contará com três palestrantes. Interessados devem fazer a inscrição até dia 21 de junho

Objetivando aprimorar o conhecimento dos seus membros e demais pessoas interessadas na área, a primeira capacitação de 2024 do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba já tem nova data e abordará o tema “Monitoramento Hidrológico e Eventos Críticos”. O assunto, que ganhou bastante evidência devido à tragédia do Rio Grande do Sul, será explanado por três profissionais da área no dia 26 de junho. Os interessados em participar deste momento devem fazer a inscrição até o dia 21 de junho, por meio do link.

A troca de conhecimentos acontecerá na Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), campus de Araranguá, das 13h às 19h. Com duração de seis horas, a capacitação abordará os efeitos das mudanças climáticas nos recursos hídricos, eventos hidrológicos extremos e o monitoramento hidrológico.

A capacitação contará com três palestrantes com vasta experiência na área: o professor dr. Carlyle Torres Bezerra de Menezes, que também é coordenador geral do ProFor Águas Unesc – equipe técnica da Entidade Executiva; o agente de pesquisa da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), José Luiz Rocha; e, por fim, o professor titular do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Masato Kobiyama.

Ponto central

Um dos objetivos principais com o curso é que os inscritos compreendam, de maneira geral, como funciona o monitoramento hidrológico no Brasil e em Santa Catarina, incluindo os equipamentos empregados, os pontos de monitoramento no estado e na bacia do Rio Araranguá. O tópico será apresentado por José Luiz Rocha Oliveira, que destaca a sua grande importância, principalmente pelo fato de a região do manancial é regularmente afetada por eventos críticos, como enchentes, inundações ou secas e estiagens.

Tendo em mente que o monitoramento hidrológico desempenha um papel essencial no acompanhamento desses eventos e em situações de normalidade, a capacitação, na visão de Oliveira, torna-se uma oportunidade da região discutir uma questão relevante para a sociedade. “A partir dessas informações coletadas com o tempo, criamos uma série de dados históricos para a mitigação de eventos críticos futuros”, explica.

Impacto das emergências climáticas

A expectativa é que, ao fim do curso, conforme evidencia a presidente do Comitê Araranguá e Afluentes do Mampituba, Eliandra Gomes Marques, os participantes entendam também os impactos das emergências climáticas, sabendo como preveni-las. “Os inscritos saberão analisar os padrões de chuvas e níveis de rios, podendo contribuir mais para a segurança e o uso sustentável dos recursos hídricos”, complementa.

Com as entidades-membro mais especializadas no assunto, é possível desenvolver planos de gestão eficazes, reduzindo os riscos associados a eventos extremos. “Além disso, o evento é uma maneira de conscientizarmos e engajarmos a comunidade no que diz respeito à preservação ambiental e resposta a desastres naturais que estão sendo frequentes em nosso território”, destaca Eliandra.

Organização

O evento, que consta como uma das metas da Entidade Executiva para o ano de 2024, elencadas por meio do Edital de Chamada Pública FAPESC nº 32/2022, está sendo organizado pelo ProFor Águas Unesc, por meio da engenheira ambiental e sanitarista que presta suporte direto ao Comitê Araranguá, Sabrina Baesso Cadorin.

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Evento, promovido de forma remota pelo órgão na última semana, contou com a participação de quase 50 pessoas

 

Visando agregar conhecimento para os membros e demais interessados na área, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, Complexo Lagunar e Bacias Contíguas promoveu, na última semana, um importante momento de troca de experiências. Com tema central “Enquadramento dos corpos de água superficiais: aspectos teóricos e práticos”, a primeira capacitação do ano do órgão ocorreu por videoconferência, e contou com a participação de quase 50 pessoas.

O minicurso teve como ministrantes quatro profissionais de Santa Catarina, que compartilharam não só sua bagagem técnica, como também casos e experiências de outros Comitês. Sendo eles: os engenheiros ambientais e sanitaristas, André Leão, Rafael Leão e Eduardo Lando Bernardo; e, por fim, o engenheiro ambiental Wagner Cleyton Fonseca. Para finalizar as seis horas de duração e ganharem o certificado, os participantes terão duas horas complementares, no modelo EAD.

Vislumbrando as próximas demandas do Comitê Tubarão e Complexo Lagunar, o presidente do órgão, Woimer José Back, avalia que o tema escolhido foi de extrema importância, principalmente, para os membros. “Estamos na etapa inicial do processo de enquadramento do primeiro manancial da bacia, o Rio da Madre. Esse momento trouxe muito conhecimento sobre as regras e rito do enquadramento, fator crucial para que tenhamos amplo domínio e façamos um trabalho de qualidade e com celeridade”, destaca Back.

Ainda, representando a diretoria do Comitê Tubarão e Complexo Lagunar, também participou o vice-presidente, Patrício Higino de Mendonça Fileti, membro pela Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel).

Da teoria à prática

Para oferecer um aprendizado completo, a capacitação uniu a teoria e a prática. Desta forma, os palestrantes iniciaram a atividade com enfoque mais conceitual, trazendo os fundamentos, a importância da gestão e a base legal do enquadramento dos corpos d’água. Neste caso, abordando desde a Lei Federal nº 9.433/1997, até a resolução 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

A expectativa em ministrar o curso, conforme destaca André Leão, estava alta, pois este é um tema extremamente importante para ser trabalhado. “O enquadramento é um instrumento que infere, diretamente, sobre a qualidade das águas da bacia hidrográfica. Esta ferramenta permite uma grande participação do Comitê para definir os parâmetros de qualidade de um manancial. Nesses casos, para chegarmos na classificação, partimos da premissa do rio que temos, aquele que queremos e o que podemos ter”, explica André Leão.

Após terem acesso ao conhecimento técnico, os participantes colocaram a mão na massa e consolidaram tudo o que viram. Por meio de um webmap, uma ferramenta online, os ministrantes simularam as condições de qualidade de água de rio do Comitê Tubarão e Complexo Lagunar. “Pedimos para que o grupo decidisse quais seriam as classes por trecho, bem como definir medidas e ações para que fosse possível atingir a qualidade da água esperada”, afirma André Leão.

Organização

O evento contou com o apoio técnico do ProFor Águas, equipe da Entidade Executiva. Desta forma, a capacitação contou com a abertura do coordenador geral do projeto e coordenador adjunto do Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) da Unesc, dr. Carlyle Torres Bezerra de Menezes.

“O espaço de capacitação, no contexto do projeto de fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas, se reveste de grande importância. A partir da socialização e acesso a informações, na perspectiva da gestão e governança das águas, possibilita-se uma participação cidadã com maior qualificação. Esta capacitação, em especial, permitiu, além da possibilidade de troca de experiências entre as entidades-membros e os demais participantes, novos conhecimentos”, evidencia Menezes.

O evento contou com mediação do coordenador técnico do ProFor, José Carlos Virtuoso; e ainda com as participações da técnica em Gestão Ambiental Ana Paula de Matos; a técnica em Gestão Hídrica e engenheira ambiental e sanitarista que presta suporte direto ao Comitê Araranguá, Sabrina Baesso Cadorin; a técnica em Gestão Hídrica e engenheira florestal que presta suporte direto ao Comitê Tubarão, Mhaiandry Benedetti Rodrigues Mathias; e técnica de Apoio à Gestão e engenheira ambiental, Simoni Daminelli Vieira.

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Interessados já podem fazer sua inscrição para o minicurso, que acontecerá no dia 21 de maio

Com o objetivo de formar membros e participantes em uma temática bastante relevante e atual, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba promoverá sua primeira capacitação de 2024. No dia 21 de maio, das 13h às 19h, o órgão trará para debate o tema “Monitoramento Hidrológico e Eventos Críticos”, de forma presencial na Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), campus de Araranguá. Os interessados em participar do evento, que é totalmente gratuito, podem preencher o formulário de inscrição até sexta-feira, dia 17, por meio do link.

Com duração de seis horas, a capacitação abordará os efeitos das mudanças climáticas nos recursos hídricos, eventos hidrológicos extremos e o monitoramento hidrológico. A atividade será ministrada por três palestrantes com vasta expertise na área: a professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Alessandra Larissa Fonseca; o agente de pesquisa da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), José Luiz Rocha; e, por fim, o professor titular do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Masato Kobiyama.

Um dos pontos centrais da capacitação será o entendimento geral do monitoramento hidrológico no Brasil e em Santa Catarina, bem como os equipamentos utilizados, pontos de monitoramento no estado e na bacia do Rio Araranguá. Estes tópicos serão abordados pelo palestrante José Luiz Rocha Oliveira. A região do manancial, segundo o especialista, é periodicamente atingida por eventos críticos, seja por enchentes ou inundações ou secas ou estiagens.

“O monitoramento hidrológico tem papel importante no acompanhamento desses eventos e em situações de normalidade, criando uma série de dados históricos para a mitigação de eventos críticos futuros. Nesse contexto, o curso representa uma oportunidade de apresentação e discussão de temas relevantes para a sociedade da região”, explica Oliveira.

Impacto das emergências climáticas

Esta formação fará com que cada integrante entenda os impactos das emergências climáticas e saiba como preveni-las. Além disso, os profissionais, especialmente das entidades-membro, saberão analisar os padrões de chuvas e níveis de rios, podendo contribuir mais para a segurança e o uso sustentável dos recursos hídricos.

“Com esse conhecimento é possível desenvolver planos de gestão eficazes, reduzindo os riscos associados a eventos extremos. O evento também contribuirá para a conscientização e engajamento da comunidade local na preservação ambiental e na resposta a desastres naturais que estão sendo frequentes em nosso território”, evidência a presidente do Comitê Araranguá e Afluentes do Mampituba, Eliandra Gomes Marques.

A organização do evento é de responsabilidade da equipe técnica do ProFor Águas Unesc, por meio da engenheira ambiental e sanitarista que presta suporte direto ao Comitê Araranguá, Sabrina Baesso Cadorin.

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Tema abordado será “Enquadramento dos corpos de água superficiais: aspectos teóricos e práticos” e interessados já podem se inscrever para participar

Com o intuito de aliar teoria com a prática ao abordar sobre um dos importantes instrumentos à gestão hídrica, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, Complexo Lagunar e Bacias Contíguas promoverá sua primeira capacitação de 2024. O encontro está marcado para o dia 29 de maio, das 13h30 às 18h, de forma virtual, e ainda, contará com mais duas horas de atividades complementares EAD. Com o tema, ‘Enquadramento dos corpos de água superficiais: aspectos teóricos e práticos’ o minicurso terá quatro profissionais do Estado de Santa Catarina, que compartilharão casos e experiências de outros Comitês. Os interessados em adquirir conhecimentos sobre o assunto podem se inscrever por meio do link.

Para o presidente do Comitê Tubarão e Complexo Lagunar, Woimer José Back, a capacitação sobre enquadramento de rios é de fundamental importância e urgência, em especial ao órgão que possui uma demanda de enquadramento solicitada pela Concessionária Tubarão Saneamento. “Proporcionaremos aos membros do Comitê e demais interessados o incremento do conhecimento da metodologia deste estudo para que possamos, dentro das regras, agilizar os trabalhos do primeiro enquadramento de nossa bacia. Oportunamente, trabalharemos para conseguir enquadrar outros rios de nossa bacia hidrográfica”, destaca.

Programação

O primeiro momento será com o engenheiro ambiental e sanitarista André Leão, que abordará sobre os fundamentos, importância da gestão e base legal do enquadramento dos corpos d’água, bem como sua relação com os demais instrumentos da Lei Federal nº 9.433/1997.

“Além de ser um instrumento de gestão da Política Hídrica Nacional, esta ferramenta parte da premissa de um diagnóstico da condição da qualidade das águas que existem, das que queremos e o rio que podemos ter. Ao todo, ele leva em consideração os anseios, a condição atual de prognóstico e medidas corretivas, principalmente ligadas à questão do saneamento básico, que, hoje, é o principal problema nas nossas Bacias Catarinenses”, reforça André.

A apresentação terá sequência com o engenheiro ambiental e sanitarista Rafael Leão, que contará as experiências das Bacias Catarinenses e a sua participação no enquadramento e no programa de efetivação. Depois, o engenheiro ambiental e sanitário Eduardo Lando Bernardo se junta aos dois ministrantes para realizar uma situação hipotética da qualidade da água e como seria um prognóstico dentro da elaboração do plano com os participantes.

“Por meio de um webmap, uma ferramenta online, faremos como se fosse uma prática real dentro da elaboração do plano e quais seriam as classes por trecho que os grupos gostariam de enquadrar aquele rio. Além de apresentar as medidas e as ações para que fosse possível chegar dentro de um horizonte temporal da qualidade de água”, explica André.

Para finalizar a primeira capacitação do ano, o engenheiro ambiental Wagner Cleyton Fonseca, trará para o debate as implicações do enquadramento de corpos de água no licenciamento. A organização do evento é de responsabilidade da equipe técnica do ProFor Águas Unesc, por meio da engenheira florestal Mhaiandry Benedetti Rodrigues Mathias, que presta assessoria ao Comitê.

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Interessados em participar da oficina, que reunirá especialistas com reconhecida experiência na temática, devem realizar inscrição até dia 29 de abril

 

Com o objetivo de aprimorar os conhecimentos dos membros e da comunidade local, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Urussanga promoverá sua primeira capacitação de 2024. O tema abordado será ‘Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA): Estratégias de Implementação em Bacias Hidrográficas’. O curso será ministrado por cinco profissionais com grande expertise no assunto, sendo gestores, coordenadores e especialistas em recursos hídricos. Agendada para o dia 30 de abril, a capacitação acontecerá das 13h às 19h, por videoconferência, e as inscrições podem ser feitas via link até dia 29.

Entre os tópicos e conteúdos principais que serão vistos, estão as técnicas e desafios na implementação de Programas de Pagamento por Serviços Ambientais: lições do caso de Extrema/MG; a atuação do Estado em PSA; e as funções, responsabilidades e contribuições na implementação de programas, bem como o papel da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina (ARESC) nestes assuntos.

O coordenador de um dos projetos mais conhecidos do Brasil, o Conservador das Águas de Extrema/MG, Paulo Henrique Pereira, é o primeiro ministrante do evento, devendo abordar sobre projetos de PSA em propriedades rurais. “Demonstrarei a importância de desenvolver uma cadeia de produção de serviços ambientais, construindo políticas públicas locais para remunerar os agricultores pelos serviços ambientais. Vejo que Santa Cantarina tem um potencial enorme para projetos de conservação com geração de emprego e renda”, aponta.

Na sequência, a capacitação terá contribuições da geóloga especialista em regulação de recursos hídricos da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e coordenadora de conservação e uso sustentável da água, Consuelo Franco Marra. Depois, o gerente de economia verde na Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (SEMAE), engenheiro agrônomo especialista em gestão ambiental Robson Luiz Cunha, fará suas contribuições.

Em seguida, quem terá a palavra será a gerente da ARESC, engenheira ambiental e sanitarista Luiza Kaschny Borges Burgardt. E, por fim, a pedagoga, especialista em ecologia, ativista climática e diretora da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), Miriam Prochnow, finalizará os ensinamentos do encontro.

Na conclusão do minicurso, os participantes deverão ter os conhecimentos básicos para implementar projetos de conservação nos seus territórios. “Essa capacitação tratará de um programa de desenvolvimento sustentável, que concede incentivo econômico a quem realiza serviços ecossistêmicos. O simples ato de preservar a APP de uma nascente e garantir a produção de água, é um exemplo de serviço ambiental. Portanto, com a capacitação, buscamos mais uma forma de fomentar a preservação ambiental”, frisa a presidente do Comitê Urussanga, Lara Possamai Wessler.

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