Comitê de Gerenciamento Bacia Hidrográfica do 

Rio Urussanga

Na última terça-feira (16), os Comitês de Bacia Hidrográfica de Santa Catarina e instituições que contribuem com o fortalecimento do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH), foram homenageados durante a solenidade de celebração dos 40 anos do órgão colegiado. O evento ocorreu na FACISC, em Florianópolis. 

O coordenador-geral do Fórum Catarinense de Comitês de Bacias Hidrográficas, Eduardo Marques Martins, recebeu a homenagem representando a atuação dos Comitês no CERH. “Eu, como coordenador-geral, apenas recebo essa homenagem em nome de todos aqueles que ajudaram a construir essa história. Cada presidente, conselheiro e participante dos comitês procurou acrescentar seu tijolo nesse grande monumento que é a gestão dos recursos hídricos em Santa Catarina”, afirmou Eduardo.

A presidente do Comitê Cubatão e Madre, Morgana Ricciardi de Castilhos Eltz, também participou do evento. Para ela foi importante ouvir as reflexões dos conselheiros que participaram da criação do Conselho. “As falas reforçaram a importância da governança participativa das águas em Santa Catarina e a necessidade de tornar os debates técnicos do Conselho mais acessíveis à sociedade", destacou Morgana. 

O Programa SC Águas (UDESC) prestigiou a entrega de homenagens às instituições durante a celebração dos 40 anos do CERH. “Parabenizamos todos os Comitês de Bacia por essa justa homenagem. Este reconhecimento celebra a atuação comprometida e permanente dos Comitês, que tem sido fundamental para o fortalecimento da gestão dos recursos hídricos em nosso estado", afirma o coordenador-geral do Programa, João Marcos Bosi Mendonça de Moura. 

O reitor da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), José Fernando Fragalli, também esteve presente no evento e ressaltou o papel da Universidade no apoio à gestão dos recursos hídricos. “A participação da Universidade, por meio do ProfÁguas e do UDESC/Programa SC Águas é fundamental para aproximar a produção de conhecimento das necessidades reais da sociedade e da gestão pública”.

Representando a Entidade Executiva dos Comitês de Bacia, prestigiaram a solenidade o coordenador-geral, João Marcos Bosi Mendonça de Moura, o vice-coordenador Rogério Simões, e a  coordenadora de apoio à aplicação de instrumentos de gestão de recursos hídricos do Programa, Rubia Girardi. Os Comitês de Bacia foram representados pelo coordenador do Fórum Catarinense de Comitês de Bacias Hidrográficas, Eduardo Marques Martins, e pela presidente do Comitê Cubatão e Madre, Morgana Ricciardi de Castilhos Eltz.

 

Instituições fundadoras são homenageadas

Fundado em 1985, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos de Santa Catarina possui sete instituições fundadoras. Além do Fórum Catarinense de Comitês de Bacias Hidrográficas, também são entidades fundadoras do CERH, a CELESC, a CASAN, o Instituto do Meio Ambiente (IMA), e as Secretarias do Estado de Planejamento (SEPLAN), Infraestrutura (SIE) e Agricultura (SAPE). 

Em reconhecimento à sua atuação histórica e ao compromisso com a gestão das águas, as instituições fundadoras foram homenageadas durante a solenidade com uma placa comemorativa.

De acordo com o Secretário do Meio Ambiente e da Economia Verde da SEMAE, Guilherme Dallacosta, o CERH consolidou, ao longo de quatro décadas, uma governança participativa das águas, reunindo diferentes setores da sociedade na tomada de decisões. “Toda a trajetória do Conselho reflete o avanço que Santa Catarina teve na gestão de recursos hídricos. Sem a participação ativa das instituições e o comprometimento dos conselheiros, não teríamos os resultados que alcançamos hoje”, destacou.

 

Notícia escrita por Priscila dos Anjos/Assessora Técnica do Programa SC Águas (UDESC)

O UDESC/Programa SC Águas (SEMAE) lançou nesta quinta-feira, 11 de junho, o Painel de Monitoramento dos Planos de Recursos Hídricos de Santa Catarina. A plataforma visa promover uma visão integrada e estratégica da gestão dos recursos hídricos no estado, apoiando comitês de bacias, gestores públicos e toda a sociedade. Prestigiaram o evento representantes dos Comitês Araranguá e Afluentes do Mampituba, Tijucas e Biguaçu, Babitonga, Itapocu, Canoas e Pelotas, Tubarão e Complexo Lagunar, Urussanga, Cubatão e Madre, Camboriú, Itajaí, Jacutinga, Canoinhas, Timbó, Chapecó e Irani, Peixe e Antas. 

A ferramenta reúne informações de 16 planos de bacia hidrográfica, do Plano Estadual de Recursos Hídricos e dos enquadramentos dos corpos d’água do estado. Por meio de uma interface acessível, a plataforma permite consultar programas, ações, responsáveis, metas das atividades previstas nos planos, fortalecendo o monitoramento, o planejamento estratégico e a transparência da gestão hídrica em Santa Catarina. 

O Painel também viabiliza o registro histórico das ações dos Comitês. A funcionalidade possibilita que os órgãos colegiados documentem as atividades implementadas no âmbito dos planos de recursos hídricos. A proposta é criar uma memória institucional acessível para as gestões futuras dos órgãos colegiados. “Esse registro é importante para preservar a memória dos comitês e evitar a perda de informações com as mudanças de diretorias e equipes ao longo do tempo”, explica a coordenadora de apoio à aplicação de instrumentos de gestão de recursos hídricos do UDESC/Programa SC Águas (SEMAE), Rubia Girardi. 

O coordenador do Fórum Catarinense de Comitês de Bacia Hidrográfica, Eduardo Marques Martins, destacou a importância do preenchimento contínuo das planilhas de dados pelos Comitês de Bacia, com auxílio dos assessores técnicos, para garantir o monitoramento das ações. Para ele, o Painel facilita o acompanhamento das ações previstas nos Planos.  “Essa ferramenta vai ajudar muito no processo de gestão e também deixará mais claro onde estamos e como chegaremos ao cenário almejado nos planos”.

Durante a apresentação do Painel, o coordenador-geral do UDESC/Programa SC Águas (SEMAE), João Marcos Bosi Mendonça de Moura, ressaltou que a ferramenta foi inicialmente desenvolvida para atender uma necessidade interna da equipe de pesquisa do programa. “O Painel foi gerado para uso interno da equipe, e o seu desenvolvimento não estava previsto no plano de trabalho da entidade executiva. Inicialmente, o objetivo era reunir dados para conhecer mais a fundo os planos de bacia. Mas a equipe identificou que a ferramenta poderia ser útil para mais atores da gestão hídrica.”

Representando a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae) no lançamento da plataforma, o gerente de Saneamento e Gestão de Recursos Hídricos, Vinícius Tavares Constante, destacou que o Painel permitirá identificar gargalos, acompanhar o andamento das ações e qualificar os processos de revisão dos planos de bacia no Estado. “O monitoramento dos planos de recursos hídricos é uma questão que não estávamos conseguindo tratar da maneira adequada. Esse novo produto tem um potencial enorme para conseguirmos avançar na gestão no estado de uma forma coordenada". 

  

Equipe de trabalho multidisciplinar foi fundamental para desenvolvimento da plataforma

A elaboração do Painel de Monitoramento dos Planos de Recursos Hídricos contou com a atuação de uma equipe multidisciplinar do UDESC/Programa SC Águas. Pesquisadores e assessores e técnicos contribuíram no desenvolvimento da ferramenta e na consolidação das informações dos planos de recursos hídricos. 

O trabalho colaborativo contou com a coordenação da técnica em geoprocessamento aplicado à gestão dos recursos hídricos, Talita Montagna. A pesquisadora da entidade executiva destaca que os assessores técnicos dos Comitês de Bacia auxiliaram no processo de aprimoramento da ferramenta. “Alguns dos ajustes solicitados pelos assessores dos comitês foram bem complexos de executar, porém se mostraram extremamente importantes para tornar a ferramenta mais funcional”.

O Painel de Monitoramento dos Planos de Recursos Hídricos de Santa Catarina já está disponível para acesso público. Acesse a plataforma aqui. 

 

Natural de Tijucas, Adalto Gomes nasceu em 1965 e teve uma carreira política dedicada ao município. Foi vereador e vice-prefeito de Tijucas.

Participou ativamente da criação do Comitê Tijucas em 2001, e participou de todas as suas Diretorias, seja como Presidente, Vice-Presidente ou Secretário Executivo. No início, representou no Comitê a Câmara de Vereadores de Tijucas, em seguida a Associação Caminho das Águas do Tijucas (ACAT) e por último, a Associação de Moradores do Coroado (AMOC).

Adalto era um defensor incansável da gestão dos recursos hídricos e foi um dos principais mobilizadores das questões ambientais como um todo na região, nos últimos 20 anos. Seu legado com certeza permanecerá, assim como a lembrança do seu bom humor e leveza diante dos desafios.

O velório acontecerá na Câmara de Vereadores de Tijucas, com previsão de início após as 20h.

Nossos sentimentos à família, amigos e à comunidade de Tijucas!

Das 34 barragens fiscalizadas em Santa Catarina, todas apresentaram nível normal de Perigo Global da Barragem (NPGB), o que indica que as anomalias identificadas não comprometem a segurança. É esse o destaque da primeira edição do Relatório Anual de Segurança de Barragens lançado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), por meio da Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema).

“A fiscalização da segurança de barragens é imprescindível para a efetividade e o avanço da implementação da Política Nacional e Estadual de Segurança de Barragens. A partir das ações de fiscalização, vistorias de campo, será possível criar uma série histórica de dados, necessária para compreensão acerca da evolução de ocorrências referente a segurança de barragens”, destaca o secretário da SDE, Jairo Luiz Sartoretto.

O Secretário da Sema, Leonardo Porto Ferreira, complementa que “durante o ano foi elaborado um termo de referência para contratação de empresa especializada que será responsável pela inspeção de segurança das barragens, no total 37 barragens devem ser fiscalizadas por três anos consecutivos”.

“Como esta foi a primeira fiscalização para a maioria das barragens, a equipe de fiscais da SDE/SEMA, não conseguiu averiguar se as anomalias progrediram ou regrediram, de acordo com a métrica utilizada na ficha de inspeção da ANA”, explica o Diretor de Recursos Hídricos e Saneamento, Pedro André Brolezzi.

 

Durante as fiscalizações em 2022, houve contato com os responsáveis, no sentido de atualizar informações cadastrais, verificar atendimento de documentação e informar sobre o funcionamento do Cadastro Estadual de Segurança de Barragens (CESB). Importante destacar que as vistorias de campo não substituem as obrigações legais do empreendedor, de realização de inspeções e de responsabilidade sobre a segurança da barragem.

Confira o Relatório Anual de Segurança de Barragens aqui: https://www.aguas.sc.gov.br/jsmallfib_top/Seguranca%20de%20Barragens/Relatorio_Anual_SB_SC_2022.pdf

Sobre a fiscalização de segurança de barragens

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), através da Diretoria de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS) da Secretaria Executiva de Meio Ambiente (SEMA), possui atribuições relativas à Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) e ao Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB). Dentre elas, a competência de fiscalizar as barragens de acumulação de água dos corpos d’água de domínio estadual, exceto para fins de aproveitamento hidrelétrico.

Texto: Pablo Mingoti 

Mais informações para a imprensa:

Mônica Foltran

Assessoria de Comunicação

Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável – SDE

Fone: (48) 3665-2261 / 99696-1366

E-mail:  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Site: www.sde.sc.gov.br

 

 

As organizações-membro que compõe o Comitê do Itajaí participaram na última sexta-feira, dia 05 de agosto de 2022 da 38ª Assembleia Extraordinária,  que ocorreu as 09:30 h em segunda chamada, de maneira presencial no Auditório da Biblioteca da FURB em Blumenau.

Além da pauta prevista, os presentes participaram da cerimônia em comemoração ao aniversário do Comitê Itajaí, momento em que foi realizada uma retrospectiva das atividades e ações desenvolvidas pelo Comitê ao longo destes 25 anos de atuação dentro da bacia, e também uma homenagem aos ex-presidentes e também o atual do Comitê.

Na ocasião, 2 palestras foram apresentadas aos participantes, com os seguintes temas "Principais aspectos do novo marco da política de recursos hídricos
do Brasil", apresentada por Cristóvão Vicente Scapulatempo Fernandes – Presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos – ABRHidro e "Atualização sobre as outorgas de direito de uso da água", pelo Gerente de Outorga da SEMA, Gustavo Piazza.

Além dessa programação a plenária também deliberou sobre outros assuntos: Leitura e aprovação da ata da 47ª AGO; Lançamento da Semana da Água de 2022; Deliberação da Resolução nº 64 sobre a composição da Câmara de Assessoramento Técnico (CAT), Recategorização do Parque Nacional da Serra do Itajaí e Assuntos gerais;

 

 

O Presidente da Comissão Eleitoral senhor Jeferson Endler de Sousa, conforme o Edital de Convocação do Processo Eleitoral Gestão 2022-2024, Torna público a LISTA FINAL das chapas candidatas inscritas à eleição para preenchimento dos cargos da Presidência e Secretaria-executiva do Comitê de Gerenciamento do Rio Canoinhas e Afluentes Catarinenses do Rio Negro, gestão 2022-2024.

 
A nominata da chapa única inscrita para concorrer às eleições na Assembleia Geral Ordinária a realizar-se no dia 12 de Agosto de 2022, pode ser conferida AQUI.

As inscrições de interessados em se especializar em Educação Ambiental com bolsas integrais do Programa de Bolsas Universitárias de Santa Catarina (Uniedu) foram prorrogadas até 22 de junho. A iniciativa é do Governo do Estado, que fomentou a abertura dos cursos nas 10 Regiões Hidrográficas (RHs) de Santa Catarina. Os estudantes selecionados terão a oportunidade de receber bolsa de estudos que, além de cobrir os custos da mensalidade, garantirá uma ajuda de custo. Informações detalhadas sobre como realizar a inscrição podem ser obtidas no site do Uniedu (https://bit.ly/3sJTzVR) ou diretamente nas páginas das universidades que ofertarão as especializações (links no quadro abaixo).

Os cursos são presenciais e oferecidos nas cidades de São Miguel do Oeste, Xanxerê, Caçador, Lages, Canoinhas, Joinville, Rio do Sul, Florianópolis, Tubarão e Araranguá. Em cada uma das turmas poderão ser disponibilizadas até 25 bolsas. Portanto, no total, o número de beneficiados pode chegar a 250. A quantidade não é exata porque o candidato à bolsa de estudos precisa atender aos critérios do Uniedu: ter cursado todo o ensino médio em unidade escolar da Rede Pública ou em instituição privada com bolsa parcial ou integral; ser residente há pelos menos dois anos no Estado de Santa Catarina; ter graduação completa, com diploma devidamente registrado e fornecido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Para o secretário executivo do Meio Ambiente de Santa Catarina, Leonardo Porto Ferreira, essa é uma excelente oportunidade para profissionais que atuam direta ou indiretamente na Educação Ambiental, já que não há outras especializações com esse perfil no Estado. “A proposta dos cursos é abordar temas conectados com o que há de mais atual nas discussões da área ambiental, especialmente diante da atenção que esse assunto tem recebido diante dos desafios das mudanças climáticas”, explica.

A articulação da oferta da Especialização em Educação Ambiental é da Coordenação Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA) de Santa Catarina, da Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema), integrada à Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), e da Secretaria de Estado da Educação (SED).

O curso

As Instituições de Ensino Superior (IES) que ofertarão os cursos estão autorizadas a formar turmas com até 35 estudantes, dos quais até 25 poderão ser contemplados por bolsa de estudos. Para o caso dos não contemplados pelo auxílio, os custos do curso serão assumidos pela IES ou pelo estudante.

Os critérios de classificação para candidatura à bolsa levam em consideração a nota final do curso de graduação e uma série de atividades acadêmicas listadas nos editais específicos.

As bolsas têm o valor de R$ 850 mensais e duração de 12 meses. Elas são repassadas diretamente aos bolsistas, que deverão realizar o pagamento da mensalidade do curso. A diferença entre o valor da bolsa e o valor da mensalidade é destinado a despesas como materiais, transporte e alimentação. Mais informações podem ser obtidas na página do Uniedu na internet, a partir do edital 3103/SED/2021 (www.uniedu.sed.sc.gov.br).

Confira as informações sobre cada uma das turmas ofertadas:

Região Hidrográfica

Local das aulas

Instituição

Link para o Edital

RH 1 – Extremo Oeste

São Miguel do Oeste

Unoesc SMO

https://bit.ly/3Nmhy5m

RH 2 – Meio Oeste

Xanxerê

Unoesc Xanxerê

https://bit.ly/3Nmhy5m

RH 3 – Vale do Rio do Peixe

Caçador

Uniarp

https://bit.ly/3NqtzXM

RH 4 – Planalto de Lages

Lages

Uniplac

https://bit.ly/3Gc8wFR

RH 5 – Planalto de Canoinhas

Canoinhas

Unifacvest

https://bit.ly/3wEl0Sq

RH 6 – Baixada Norte

Joinville

Unifacvest

https://bit.ly/3wEl0Sq

RH 7 – Vale do Itajaí

Rio do Sul

Unifacvest

https://bit.ly/3wEl0Sq

RH 8 – Litoral Centro

Florianópolis

Unifacvest

https://bit.ly/3wEl0Sq

RH 9 – Sul Catarinense

Tubarão

Unifacvest

https://bit.ly/3wEl0Sq

RH 10 – Extremo Sul Catarinense

Araranguá

Unifacvest

https://bit.ly/3wEl0Sq

Reuniões nas sedes da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel) e da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) marcaram o início das atividades de elaboração do Zoneamento Ecológico Econômico na Região Hidrográfica (RH) 09, do Sul Catarinense. Os encontros ocorreram nesta segunda-feira, 23.

Conforme a coordenadora do ZEE em Santa Catarina, Monica Koch, o objetivo dos encontros foi apresentar a metodologia de elaboração do zoneamento, o qual é dependente do engajamento dos atores locais. “Os dados que a equipe de elaboração levanta são apresentados para validação dos agentes locais nas áreas estudadas, isso para que o zoneamento reflita, de fato, a situação socioeconômica e ambiental da região e tenha como resultado uma projeção sobre o desenvolvimento local com foco na sustentabilidade e na qualidade de vida das populações”, explica.  

Participaram das reuniões realizadas em Laguna e Criciúma, prefeitos e representantes de diferentes setores públicos dos municípios que integram a RH 09. Pela equipe de elaboração, além da coordenadora, Monica Koch, estiveram presentes o assessor de Planejamento e Gestão Territorial da Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema), Jorge Rebollo Squera, o economista Pietro Aruto e o geógrafo Julio Fernandes de Oliveira, que atuam na elaboração com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc). 

Em Santa Catarina, o ZEE tem sido implementado em etapas, por região hidrográfica. A primeira região a ter o zoneamento concluído foi a RH 03, do Vale do Rio do Peixe. A elaboração envolve diferentes secretarias e órgãos estaduais, que integram a Comissão Estadual de Coordenação. Operacionalmente as atividades são lideradas por uma equipe multiprofissional vinculada à Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema) e à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE). 

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Reunião na Amurel ocorreu na manhã desta segunda-feira (23). Foto: Divulgação Sema

Etapas

A primeira etapa de elaboração do ZEE é o diagnóstico, que é uma avaliação das condições socioeconômicas e ambientais atuais. Posteriormente se desenvolverá o prognóstico, que é um levantamento de cenários para o desenvolvimento da região. Por último, esses documentos embasam o plano de gestão e a produção do mapa de zoneamento.

Importância do ZEE

O Zoneamento Ecológico Econômico é um instrumento de organização do território a ser seguido na implantação de planos, obras e atividades públicas e privadas. Ele tem suas diretrizes e funções descritas por legislação federal e estadual. O zoneamento estabelece medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar a qualidade ambiental, dos recursos hídricos e do solo e a conservação da biodiversidade, garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população. Além disso, é uma ferramenta que colabora para a identificação das desigualdades regionais e das potencialidades para o desenvolvimento local.

Com o objetivo de preparar profissionais para o desafio da Educação Ambiental na atualidade, o Governo do Estado fomentou a abertura de cursos direcionados de Especialização em Educação Ambiental nas 10 Regiões Hidrográficas (RHs) de Santa Catarina. Os selecionados para os cursos terão a oportunidade de receber bolsa de estudos pelo Programa de Bolsas Universitárias de Santa Catarina (Uniedu) que, além de cobrir os custos da mensalidade, garantirá uma ajuda de custo. O prazo de inscrições para se candidatar às vagas encerra em 22 de maio.

Os cursos são presenciais e serão ofertados nas cidades de São Miguel do Oeste, Xanxerê, Caçador, Lages, Canoinhas, Joinville, Rio do Sul, Florianópolis, Tubarão e Araranguá. Em cada uma das turmas poderão ser disponibilizadas até 25 bolsas. Portanto, no total, o número de bolsas pode chegar a 250. A quantidade não é exata porque o candidato à bolsa de estudos precisa atender aos critérios do Uniedu: ter cursado todo o ensino médio em unidade escolar da Rede Pública ou em instituição privada com bolsa parcial ou integral; ser residente há pelos menos dois anos no Estado de Santa Catarina; ter graduação completa, com diploma devidamente registrado e fornecido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Para o secretário executivo do Meio Ambiente de Santa Catarina, Leonardo Porto Ferreira, essa é uma excelente oportunidade para profissionais que atuam direta ou indiretamente na Educação Ambiental, já que, não há outras especializações com esse perfil no Estado. “A proposta dos cursos é abordar temas conectados com o que há de mais atual nas discussões da área ambiental, especialmente diante da atenção que esse assunto tem recebido diante dos desafios das mudanças climáticas”, explica.

A articulação da oferta da Especialização em Educação Ambiental é da Coordenação Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA) de Santa Catarina, da Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema), integrada à Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), e da Secretaria de Estado da Educação (SED).

O curso

As Instituições de Ensino Superior (IES) que ofertarão os cursos poderão formar turmas com até 35 estudantes, dos quais até 25 poderão ser contemplados por bolsa de estudos. Para o caso dos não contemplados pelo auxílio, os custos do curso serão assumidos pela IES ou pelo estudante. Conforme orientações disponíveis no site do Uniedu, as aulas serão presenciais.

Bolsas

Os critérios de classificação para candidatura à bolsa levam em consideração a nota final do curso de graduação e uma série de atividades acadêmicas listadas nos editais específicos (confira os links na tabela).

As bolsas têm o valor de R$ 850 mensais e duração de 12 meses. Elas são repassadas diretamente aos bolsistas, que deverão realizar o pagamento da mensalidade do curso. A diferença entre o valor da bolsa e o valor da mensalidade é devido ao bolsista para despesas como materiais, transporte e alimentação. Mais informações podem ser obtidas na página do Uniedu na internet, a partir do edital 3103/SED/2021 (https://bit.ly/3sJTzVR). 

Região Hidrográfica

Local das aulas

Instituição

Link para o Edital

RH 1 – Extremo Oeste

São Miguel do Oeste

Unoesc SMO

https://bit.ly/3Nmhy5m

RH 2 – Meio Oeste

Xanxerê

Unoesc Xanxerê

https://bit.ly/3Nmhy5m

RH 3 – Vale do Rio do Peixe

Caçador

Uniarp

https://bit.ly/3NqtzXM

RH 4 – Planalto de Lages

Lages

Uniplac

https://bit.ly/3Gc8wFR

RH 5 – Planalto de Canoinhas

Canoinhas

Unifacvest

https://bit.ly/3wEl0Sq

RH 6 – Baixada Norte

Joinville

Unifacvest

https://bit.ly/3wEl0Sq

RH 7 – Vale do Itajaí

Rio do Sul

Unifacvest

https://bit.ly/3wEl0Sq

RH 8 – Litoral Centro

Florianópolis

Unifacvest

https://bit.ly/3wEl0Sq

RH 9 – Sul Catarinense

Tubarão

Unifacvest

https://bit.ly/3wEl0Sq

RH 10 – Extremo Sul Catarinense

Araranguá

Unifacvest

https://bit.ly/3wEl0Sq

 

O aumento no volume de chuva em grande parte do estado reduziu a estiagem e melhorou o abastecimento de água em Santa Catarina. Mesmo com os índices melhores, o monitoramento hidrometeorológico será mantido, fortalecendo a gestão nas cidades catarinenses. Essa é a recomendação do Boletim Hidrometeorológico Integrado n°38, publicado na quinta-feira, 12, que também destaca a análise das chuvas do mês de abril e os impactos no abastecimento urbano.

Nas primeiras semanas de maio, a chuva ocorre associada a passagem frequente de sistemas de baixa pressão em todos os níveis da atmosfera. Estes sistemas estão trazendo acumulados de precipitação mais altos em grande parte do estado. Em abril, foram registrados cerca de 200 a 300mm no Oeste do estado e de 50 a 150mm nas regiões do Vale do Itajaí, Serra e Litoral. 

Para o fim de maio, a previsão é uma mudança no padrão de chuva, indicando a chegada de um período mais seco em relação às primeiras semanas. E entre junho e julho de 2022, período do outono e inverno no hemisfério sul, o volume de chuva em Santa Catarina deve ficar abaixo da normalidade.

Conforme o secretário executivo do Meio Ambiente (Sema), Leonardo Porto Ferreira, percebe-se que houve significativa melhora nas condições no abastecimento urbano na maior parte Santa Catarina, mas ainda se observa municípios em estado de alerta e atenção em todas regiões.

“Sendo assim, são mantidas a necessidade de mobilizações e medidas de mitigação no sentido de reduzir os impactos da estiagem aos prestadores de serviços neste momento, bem como campanhas de uso racional e consciente por parte dos usuários de recursos hídricos e da população de modo geral, com especial atenção até que sejam atualizadas as informações ”, enfatiza.

Abril marcado por diferenças de precipitação entre as regiões

Como resultado das chuvas intensas, os acumulados mensais ficaram muito acima da média climatológica no Oeste, especialmente no Extremo Oeste, onde a precipitação registrada ultrapassou 200mm do volume médio esperado. De maneira geral, quase todo o estado apresentou baixa frequência nos dias de chuva, sendo que as regiões da Serra, Vale do Itajaí e parte do Litoral teve de 17 a 21 dias sem precipitação acima de 1 mm. O Litoral Norte e parte do Médio e Baixo Vale não choveu por até 17 dias. Esse cenário é característico de chuvas intensas e volumosas, como ocorreram no mês de abril.

Abastecimento Urbano

mapa estiagem

Como consequência da melhoria nas condições de estiagem, houve significativa melhora nas condições no abastecimento urbano na maior parte do estado: 232 municípios estão em estado de normalidade; 22 em estado de atenção; e 2 em estado de alerta frente à estiagem. No total, 39 municípios não atualizaram a situação junto às agências reguladoras e consórcios intermunicipais.

Boletim Hidrometeorológico

O Boletim Hidrometeorológico é uma publicação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), por meio da Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema), e da Defesa Civil de Santa Catarina, com a parceria da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc) e outras agências reguladoras.

*Informações da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE)

 

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