A Câmara Técnica Consultiva (CTC) do Comitê de Gerenciamento das Bacias Hidrográficas do Rio Tijucas, do Rio Biguaçu e bacias contíguas realizou, no dia 22 de outubro, uma visita técnica ao Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE) de Nova Trento para conhecer a estrutura de abastecimento de água do município e discutir os desafios para a implantação do tratamento coletivo de esgoto. Atualmente, Nova Trento não possui um sistema coletivo de esgotamento sanitário, e a autarquia estima que seriam necessários cerca de R$ 1,5 milhão para a elaboração dos projetos executivos de implantação do sistema na área urbana.
Na visita técnica, os integrantes da CTC conheceram as instalações do SAMAE e dialogaram com representantes da autarquia sobre as condições locais de saneamento básico. A atividade deu continuidade às discussões iniciadas no Diálogo Técnico sobre Esgotamento Sanitário das Bacias Hidrográficas do Rio Tijucas, do Rio Biguaçu e bacias contíguas, que buscou identificar soluções conjuntas para ampliar a cobertura de tratamento de esgoto nos municípios da região, considerando as exigências do Marco Legal do Saneamento.
Segundo o engenheiro ambiental do SAMAE de Nova Trento, Mateus Davino Ferreira, a autarquia é responsável pelo abastecimento público de água em todo o município. Ele explicou que o bom estado de conservação dos cursos d'água utilizados para captação permite a adoção de um tratamento simplificado, composto por filtração, cloração e adição de flúor, conforme a legislação.
Em relação ao esgotamento sanitário, Mateus apontou a limitação de recursos financeiros como um dos principais obstáculos para a implantação de um sistema coletivo no município. A estimativa de R$ 1,5 milhão corresponde somente à elaboração dos projetos executivos, sem incluir os custos de implantação da infraestrutura.
Para o coordenador da CTC e presidente do Comitê Tijucas e Biguaçu, Danilo Funke, a visita permitiu conhecer de perto as condições de funcionamento de uma autarquia municipal de saneamento e identificar desafios compartilhados por outros municípios da região.
Danilo destacou que a realidade de Nova Trento é semelhante à de outros municípios do Vale do Rio Tijucas. Na avaliação dele, a formação de parcerias e a atuação conjunta entre instituições e municípios são caminhos para viabilizar a implantação de sistemas coletivos de tratamento de esgoto e contribuir para a melhoria da qualidade dos recursos hídricos.


