O presidente do Comitê de Gerenciamento das Bacias Hidrográficas dos Rios Tijucas e Biguaçu e Bacias Contíguas, Danilo Funke, ministrou, em 21 de outubro, a palestra “Avaliações e monitoramento da recuperação e restauração de áreas degradadas”, durante o curso on-line Gestão de Matas Ciliares e Conservação dos Recursos Hídricos. A palestra abordou critérios técnicos para acompanhar projetos de recuperação ambiental e avaliar seus resultados ao longo do tempo.
“A recuperação de uma área degradada vai além da quantidade de plantio de mudas, exige planejamento e monitoramento”. A partir dessa afirmação, o biólogo e conselheiro do CRBio 09, buscou destacar a importância do monitoramento e da avaliação dos projetos de recuperação ambiental durante a sua palestra. De acordo com Danilo, é necessário verificar se a vegetação está se desenvolvendo, se espécies nativas estão voltando a ocupar a área e se o ecossistema está recuperando funções como a proteção do solo e dos recursos hídricos.
O palestrante apresentou indicadores que ajudam a avaliar se a recuperação está avançando. Entre eles estão a sobrevivência e o crescimento das mudas, a cobertura vegetal do solo, o aparecimento espontâneo de espécies nativas, a diversidade de plantas e a presença de animais que contribuem para a dispersão de sementes. A formação de serapilheira, que são camadas de folhas e outros materiais vegetais que se acumulam sobre o solo, também pode indicar o desenvolvimento de processos ecológicos importantes.
Sobre o monitoramento, Danilo ressaltou a importância de utilizar as referências técnicas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), como a Instrução Normativa nº 14/2024, que estabelece procedimentos para a elaboração, a execução e o monitoramento de Projetos de Recuperação de Área Degradada ou Área Alterada (PRAD). Assim como o Procedimento Operacional Padrão do Ibama nº 01/2021, que contém uma ficha de campo para acompanhamento e avaliação técnica dos projetos.
A programação do curso Gestão de Matas Ciliares e Conservação dos Recursos Hídricos incluiu palestras sobre a importância da mata ciliar para os recursos hídricos e o Código Florestal Brasileiro, monitoramento da recuperação de áreas degradadas, experiências de restauração ambiental e aspectos metodológicos do Projeto Rede Mata Ciliar.
A iniciativa foi organizada pelos Comitês de Bacias Hidrográficas Canoinhas e Afluentes do Negro e Peixe, em parceria com o Programa SC Águas (ProfÁgua/UDESC), com apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (SEMAE).


