Comitê de Gerenciamento Bacia Hidrográfica do 

Rio Tijucas

Estudo mapeia áreas suscetíveis a inundações na Bacia do Rio Tijucas e do Rio Biguaçu Destaque

22/05/2026

Uma dissertação de mestrado defendida pela engenheira Larissa Izabel Duarte, mapeou regiões suscetíveis a inundações na Bacia do Rio Tijucas e do Rio Biguaçu e bacias contíguas.  O estudo busca contribuir com o planejamento urbano e ambiental e a elaboração de  estratégias de mitigação na região. A pesquisadora apresentou os resultados do trabalho na Assembleia Geral Extraordinária do Comitê Tijucas e Biguaçu que ocorreu no dia 21 de maio. 

A partir de uma análise de dados sobre altitude, inclinação do relevo, tipos de solo e o uso e ocupação do solo, a pesquisadora produziu um mapa de suscetibilidade. Um instrumento importante para identificar locais mais propensos a inundações na região hidrográfica. 

O mapa utiliza cores para representar o nível de risco de cada área da bacia hidrográfica. As áreas em verde escuro indicam suscetibilidade muito baixa, enquanto o verde claro representa baixa suscetibilidade, geralmente associadas às regiões mais altas e com maior cobertura florestal. A cor amarela aponta suscetibilidade média, mostrando áreas de atenção intermediária. Já as áreas em laranja representam alta suscetibilidade e as regiões em vermelho indicam suscetibilidade muito alta às inundações. O mapa permite visualizar como a combinação entre relevo, altitude, tipo de solo e uso do território influencia na vulnerabilidade às enchentes.

Os resultados da pesquisa apontaram que as áreas mais suscetíveis à inundações na região estão concentradas principalmente ao longo dos rios e em regiões com intensa atividade agropecuária. De acordo com o estudo, a ausência de mata ciliar e a presença de pastagens e agricultura aumentam a erosão e favorecem o transbordamento dos rios. Dessa forma, essas regiões foram classificadas com suscetibilidade alta e muito alta. As áreas de alta e muito alta suscetibilidade à inundações representam cerca de 22% do território analisado. 

De acordo com Larissa Izabel Duarte, a realização de pesquisas que identificam as áreas mais suscetíveis a inundações nas bacias hidrográficas é fundamental para compreender a dinâmica do território e os impactos das ações naturais e humanas sobre o meio ambiente. “Esse tipo de estudo permite mapear regiões de maior vulnerabilidade, auxiliando na identificação de áreas de risco e na tomada de decisões mais assertivas". A dissertação foi defendida na pós-graduação em Clima e Ambiente do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). 

A pesquisadora também se dedicou em investigar a variabilidade de eventos hidrológicos extremos na região hidrográfica. Por meio de uma análise do comportamento hidrológico da região entre os anos de 2001 e 2020, foi possível identificar que os eventos extremos acontecem a cada três ou quatro anos na área da Bacia do Rio Tijucas e do Rio Biguaçu e bacias contíguas. Esse padrão reforça a importância do monitoramento contínuo das bacias hidrográficas e do planejamento preventivo, especialmente nas áreas classificadas pelo mapa como de alta e muito alta suscetibilidade às inundações.

Acesse aqui a dissertação de mestrado completa.

A Assembleia do Comitê Tijucas e Biguaçu acompanhou de forma atenta e participativa a apresentação da pesquisadora, que detalhou os principais resultados do estudo e a elaboração do mapa de suscetibilidade à inundação da bacia. Estiveram presentes 33 representantes de 24 organizações-membro do Comitê de Bacia. A plenária também definiu uma lista de temas de pesquisa para serem desenvolvidos por mestrando selecionado pelo ProfÁguas.



 

 Assessoria de Comunicação dos Comitês de Bacia da Vertente Litoral de SC
Priscila Oliveira

          

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