Cerca de 87% dos municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Cubatão e Rio da Madre possuem áreas de risco mais suscetíveis à deslizamentos, enxurradas e inundações no estado. O dado está disponibilizado no Painel Prevenção a Desastres Naturais do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE/SC), instituição que vem mapeando informações sobre as áreas de risco e o nível de preparação dos municípios catarinenses para o enfrentamento dos eventos climáticos.
Dos oito municípios que integram a Bacia Hidrográfica do Rio Cubatão, Rio da Madre e bacias contíguas, sete (87,5%) estão classificados como municípios mais suscetíveis à ocorrência de deslizamentos, enxurradas e inundações. Fazem parte da Bacia os municípios de Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Pedro de Alcântara, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, São José e Florianópolis. Juntas, essas localidades concentram uma população de aproximadamente 1,2 milhões de habitantes. O contingente populacional da região reforça a importância do fortalecimento das ações de prevenção e mitigação de desastres naturais.
O Painel Prevenção a Desastres Naturais (TCE/SC) reúne informações de todos os municípios catarinenses com maior possibilidade de ocorrência de desastres naturais e busca mostrar a situação de preparo dos municípios para esses eventos, por meio de dados sobre a estrutura dos serviços municipais de defesa civil e a preparação para enfrentamento de desastres. As informações disponibilizadas foram extraídas de bases de dados federais.
A presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacias Hidrográficas do Rio Cubatão e Rio da Madre e Bacias Contíguas alerta para a urgência de ampliar as medidas de mitigação e adaptação frente ao aumento dos eventos climáticos extremos. “Os dados são alarmantes e diante da previsão de um El Niño intenso e do cenário de mudanças climáticas, é necessário avançar nas medidas de mitigação e adaptação e principalmente, a proteção e restauração das APPs e criação de áreas esponjas nos municípios da bacia”.
Em Santa Catarina, o Painel do TCE/SC apontou que 70% dos municípios — 207 dos 295 — estão mais suscetíveis à ocorrência de deslizamentos, enxurradas e inundações. Os números mostram que uma parcela significativa dos catarinenses reside em municípios que precisam manter estruturas permanentes de prevenção, monitoramento e resposta aos eventos extremos.
Nota: Matéria elaborada em 17/07/2026 e publicada após o período do defeso eleitoral
Escrita pela Assessoria de Comunicação dos Comitês de Bacia da Vertente Litoral de SC
Priscila Oliveira


