Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do 

Rio Camboriú e Bacias Contíguas

Capacitação discute qualidade das águas e futuro da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú e Bacias Contíguas Destaque

19/06/2026

A elaboração de um instrumento de planejamento que estabelece metas de qualidade da água, para garantir os usos atuais e futuros dos rios na região, foi tema de curso organizado pelo Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú e Bacias Contíguas, em parceria com o Programa SC Águas (UDESC/SEMAE). 

A capacitação ocorreu na última quarta-feira (17), de modo virtual, e abordou palestras sobre o enquadramento dos corpos d’água da UPG 7.2 - Camboriú, ministradas pelos pesquisadores em recursos hídricos, Dra. Rúbia Girardi e Dr. Gustavo Piazza. A UPG 7.2 se refere a unidade de planejamento e gestão compreendida pela Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú e Bacias Contíguas, envolvendo os municípios de Camboriú e Balneário Camboriú. 

Realizado com apoio do Instituto Água Conecta, o enquadramento da UPG 7.2 foi desenvolvido a partir de estudos técnicos, análises da proposta em audiências públicas, câmaras técnicas e assembleias do Comitê Camboriú. No momento, a proposta aguarda a deliberação final do Conselho Estadual dos Recursos Hídricos (CERH) para que possa se tornar uma resolução estadual. Somente após esta etapa que deve-se fazer o acompanhamento e a implementação das metas estabelecidas.

Na abertura do curso, o presidente do Comitê Camboriú, Dr. Paulo Ricardo Schwingel, comentou sobre o processo de tramitação do enquadramento. "A proposta de enquadramento da Bacia do Rio Camboriú foi construída com apoio técnico, passou por audiências públicas e atualmente está em tramitação no Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Esperamos que esse processo avance em breve para que o enquadramento possa ser efetivamente utilizado como instrumento de gestão da nossa bacia."

Curso detalha características dos usos e da qualidade das águas na Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú

Uma das importantes etapas da construção de uma proposta de enquadramento é o diagnóstico da bacia. Nesta etapa é feito um extenso levantamento de dados que busca retratar a situação dos recursos hídricos por meio de informações sobre as características físicas da bacia, dos usuários da água, das atividades econômicas e da qualidade das águas.

O estudo identificou que próximo à foz do Rio Camboriú, no litoral da região, há maior concentração de atividades econômicas e populacionais, assim como a presença de abastecimento público. Já na parte alta da bacia predominam atividades agropecuárias, de irrigação e criação animal. O levantamento de dados aponta que as duas principais demandas de água da bacia são  o abastecimento público e a irrigação. As atividades representam cerca de 90% do consumo hídrico da UPG 7.2 Camboriú.

A avaliação da qualidade da água na Bacia Hidrográfica foi feita por meio de dados de 19 pontos de monitoramento. Os resultados mostraram que na parte alta da Bacia há uma melhor qualidade da água, com boa parte dos trechos com Classe1. Na região média, as classes ficam entre 2 e 3. Na foz do Rio Camboriú, a qualidade de água possui maiores desafios, sendo que os trechos estão enquadrados nas Classes 3 e 4."Conseguimos reunir uma boa cobertura de informações, com cerca de 19 pontos de monitoramento distribuídos pela bacia, o que permitiu construir um retrato atualizado da qualidade da água", completou Gustavo Piazza. 

Importância das águas subterrâneas é destaque no curso geral

As águas subterrâneas possuem papel importante na manutenção dos rios e ecossistemas aquáticos, principalmente em períodos de estiagem, quando contribuem para manter a vazão dos cursos d’água.  Por isso, compreender as características e condições das águas subterrâneas da UPG é estratégico para a região hidrográfica.

O enquadramento das águas subterrâneas da UPG 7.2 Camboriú aponta que a maior parte das águas da região são classificadas na Classe 2, ou seja, possuem uma boa classificação. "A Classe 2 representa uma água sem impactos causados pela atividade humana. São águas que mantêm suas características naturais, mas que podem precisar de tratamento para alguns usos, como o abastecimento humano, por causa da presença natural de elementos como ferro, manganês ou fluoreto", explica Rúbia Girardi. 


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Priscila Oliveira 

          

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