No dia 2 de fevereiro, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú e Bacias Contíguas esteve reunido com a Entidade Executiva UDESC (Programa SC Águas), para tomar conhecimento e discutir sobre as propostas de projetos e ações de capacitação a serem desenvolvidas pela equipe de pesquisa do Programa. O encontro integra uma rodada de reuniões que os coordenadores da entidade vêm realizando com as diretorias dos Comitês, para apresentar três escopos de projetos, que se aprovados na Assembleia Geral de cada órgão colegiado, serão desenvolvidos nos anos de 2026, 2027 e 2028.
A reunião contou com a participação do presidente do Comitê Camboriú, Paulo Ricardo Schwingel, e da secretária executiva do Comitê, Livia Gardini. Assim como, com a presença do coordenador do Programa SC Águas, João Marcos Bosi Mendonça de Moura, o vice coordenador, Rogério Simões, a coordenadora de apoio a aplicação dos instrumentos de gestão de recursos hídricos, Rubia Girardi e o coordenador de apoio aos projetos do PERH Gustavo Piazza. Também participaram da reunião os pesquisadores Adilson Pinheiro, Talita Montagna e Alondra Beatriz Alvarez Perez, a coordenadora regional do Programa Camila Andréa Ramos e a assessora técnica que atua no Comitê Camboriú, Aline Antunes.
Em cada Comitê, a Entidade Executiva irá desenvolver um projeto por ano. Na reunião foram detalhados os objetivos, os escopos e as temáticas dos três projetos propostos para o órgão colegiado da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú e Bacias Contíguas. São eles:
1. Monitor Salobras: tem o objetivo de determinar, por meio de monitoramento técnico e análise integrada, o ponto de transição entre água doce e salobra nos rios da Unidade de Planejamento e Gestão.
2. Rede nascentes: visa realizar levantamento de dados quali-quantitativos em regiões de nascentes da Unidade de Planejamento e Gestão.
3. Conjuntura SC Águas: o projeto busca produzir e publicar o Relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos da Unidade de Planejamento e Gestão, consolidando informações para o fortalecimento da gestão e a transparência dos recursos hídricos.
A coordenadora de apoio a aplicação dos instrumentos de gestão de recursos hídricos, Rubia Girardi destaca os critérios estratégicos considerados para a elaboração das propostas apresentadas pela equipe de pesquisa do Programa SC Águas. “Nesta reunião, a equipe de pesquisa do Programa SC Águas buscou apresentar uma proposta de cada projeto. É importante destacar que, para elaborar essas propostas, foram considerados critérios estratégicos para o avanço na gestão dos recursos hídricos em Santa Catarina, como o foco nos instrumentos de gestão, alinhamento com os Planos de Bacia Hidrográfica, capacidade técnica da equipe e disponibilidade de recursos financeiros. Esse encontro teve como objetivo promover uma discussão inicial com as presidências e secretarias executivas, sendo que as propostas serão debatidas na Assembleia Geral do órgão colegiado”, explicou Rubia Girardi. O vice coordenador geral do Programa, Rogério Simões, destaca o caráter dialógico do encontro: “A reunião buscou alinhar as expectativas em pesquisa do Comitê com as necessidades indicadas no Plano de Bacia, dando um maior suporte à gestão de recursos hídricos na Bacia Hidrográfica”.
Os parâmetros para a realização das capacitações anuais também foram debatidos na reunião. A Entidade Executiva informou ao Comitê que cada ciclo anual deve incluir um evento de capacitação com duração mínima de quatro horas e dois cursos gerais com carga mínima de seis horas cada. A seleção dos temas deve considerar a realidade da bacia e, preferencialmente, estar alinhada aos projetos que serão debatidos e avaliados na instância deliberativa do Comitê. Os cursos de capacitação continuada terão como público-alvo os representantes de organizações-membro dos comitês e demais interessados no tema.
O presidente do Comitê Camboriú, Paulo Ricardo Schwingel, destaca a importância das capacitações para o fortalecimento da gestão dos recursos hídricos. “Os trabalhos de capacitação são fundamentais para qualificar os membros do Comitê. As capacitações podem estar associadas a eventos como a Semana da Água e a outras atividades realizadas na bacia. Tudo o que foi discutido na reunião, tanto em relação às capacitações quanto aos projetos, vai ser levado para a Assembleia Geral do dia 25 de fevereiro, onde o Comitê vai avaliar essas propostas, discutir os interesses da bacia e decidir os encaminhamentos”, afirmou Paulo.
Após este diálogo inicial com a diretoria do Comitê, as propostas dos projetos seguem para ser apreciadas e debatidas nos espaços de discussão do colegiado. A Assembleia Geral será a instância final de discussão e deliberação das ações que guiarão a gestão da Bacia nos próximos três anos.


