Com o objetivo de ampliar a transparência na gestão das embalagens pós-consumo em Santa Catarina, foi lançado no dia 17 de junho, na sede da FIESC, o Sistema de Logística Reversa de Embalagens Pós-Consumo (SISREV). O Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba foi representado no evento pelo seu integrante suplente, Luís Henrique Candido da Silva (FIESC).
O Sistema deve conectar todos os atores envolvidos no ciclo de retorno dos materiais pós-consumo, desde o descarte até a reciclagem. A plataforma digital permitirá que órgãos ambientais acompanhem as metas de reciclagem por meio de relatórios de monitoramento. A iniciativa é parte da execução do Decreto Estadual nº 1.056/2025, que estabelece diretrizes para a operacionalização da logística reversa de embalagens pós-consumo.
A implementação do sistema fortalece a gestão ambiental no estado e colabora com a preservação dos recursos hídricos, uma vez que a reciclagem de resíduos reduz a demanda de produção de matérias-primas para a confecção de embalagens, diminuindo assim a necessidade de consumo de água no processo produtivo.
No evento, o presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIESC, José Lourival Magri, ressaltou a importância da logística reversa para a economia circular. "Para a indústria, a logística reversa não é só atender uma questão de compliance. Ela representa a busca pela economia circular. Quando conseguimos reaproveitar materiais e reduzir a geração de resíduos, esses resíduos podem fazer parte de uma nova cadeia", afirmou.
O deputado estadual Marquito, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa, o SisREV SC representa um passo importante. "Santa Catarina é referência por ter encerrado os lixões, mas ainda temos indicadores muito baixos de recuperação de materiais. Não alcançamos 5% de reciclagem dos resíduos gerados. Ao mesmo tempo, temos cooperativas, associações e trabalhadores que vivem da reciclagem. Precisamos criar instrumentos que fortaleçam essa cadeia e transformem resíduos em oportunidade econômica, social e ambiental", disse o deputado.
O desenvolvimento do sistema é uma realização do Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae) e do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC).
Assessoria de Comunicação dos Comitês de Bacia da Vertente Litoral de SC
Priscila Oliveira


