Comitê de Gerenciamento Bacia Hidrográfica do 

Rio Araranguá

Educação Ambiental marca atuação de entidades que compõem o Comitê de Bacia do Araranguá e afluentes do Mampituba Destaque

06/02/2026

No mês em que é celebrado o Dia Mundial da Educação Ambiental, o Comitê Araranguá e afluentes do Mampituba destaca projetos de educação ambiental desenvolvidos pelas entidades-membro, que contribuem para a formação e sensibilização da comunidade da Bacia em torno da gestão dos recursos hídricos e da preservação ambiental. 

Desde 2009, a Associação de Drenagem e Irrigação Santo Isidoro (ADISI) desenvolve o  ProjetoIngabiroba em cinco municípios catarinenses. A realização do projeto conta com apoio do Comitê Araranguá e afluentes do Mampituba, da Epagri e das secretarias de educação e de agricultura dos municípios que recebem as atividades. A iniciativa tem o objetivo de recuperar áreas degradadas e de preservação permanente (APP) por meio do plantio de mudas de árvores. Os produtores de arroz disponibilizam áreas de terrenos e a ADISI fornece as mudas para o plantio, além de se responsabilizar pela manutenção da área plantada até que essas mudas prosperem. 

Nestes 17 anos de projeto, já foram plantados em torno de 19 mil mudas de espécies nativas em mais de 100 mil metros quadrados de área física. Estudantes das redes municipal e estadual participam das ações de plantio das mudas. Nessa atividade, o Projeto Ingabiroba já envolveu mais de 1600 alunos. A iniciativa também busca trabalhar a conscientização dos rizicultores e da sociedade sobre a importância da sustentabilidade dos recursos hídricos. "Hoje os próprios produtores de arroz estão realizando o plantio. Nós acreditamos que estamos colhendo frutos de uma semente que plantamos em 2009.  Temos muitas áreas já consolidadas, verdadeiras matas formadas”, afirma o representante da ADISI no Comitê, Sérgio Marini.  

Outro relevante projeto de educação ambiental que atende a população da Bacia é executado pelo Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Araranguá (Samae). O Projeto Samae na Escola percorre instituições de ensino públicas e privadas promovendo palestras e diálogos com alunos dos mais diversos níveis de ensino. As aulas abordam temas acerca de abastecimento de água e saneamento básico. Além das palestras, a Samae também recebe alunos nas estações de tratamento (ETA). A iniciativa ocorre desde 2014. 

O Projeto busca aproximar os serviços públicos prestados pela Samae à comunidade e formar cidadãos mais conscientes sobre o uso responsável da água e o importante papel do saneamento na qualidade de vida. “Trabalhamos a importância do cuidado com a água e com o meio ambiente, do descarte adequado dos resíduos e da ligação correta do esgoto quando a rede já está disponível. É nesse momento, ainda na infância e na juventude, que se forma uma consciência ambiental. As crianças e os jovens levam esse aprendizado para casa, compartilham com a família e ampliam o alcance do projeto. É uma troca muito rica. Nós ensinamos, mas também aprendemos com eles”, explica Fernanda Fernandes da Silva, membro-representante da Samae no Comitê Araranguá e afluentes do Mampituba.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), organização-membro do órgão colegiado, realiza importante projeto em áreas degradadas pela mineração de carvão em Santa Catarina. O Projeto de Educação Ambiental (PEA) da Bacia Carbonífera de Santa Catarina (BCSC) tem como objetivo informar a comunidade local sobre os projetos de recuperação ambiental das áreas relacionadas às extintas carboníferas Treviso S.A. e CBCA. Em andamento desde 2020, o PEA tem como meta atender os municípios da Bacia Carbonífera de Santa Catarina com áreas a serem recuperadas pela União. O projeto é um grande aliado na preservação das águas no território.

No âmbito do projeto, são oferecidas atividades em ambiente escolar, ofertadas em parceria com as secretarias de educação dos municípios participantes, cursos para profissionais que atuam na recuperação de áreas degradadas e visitas técnicas destinadas a universitários para apresentar as ações de restauração ambiental. Somente em 2024, as ações impactaram cerca de 330 alunos da rede municipal de Siderópolis, Treviso e Lauro Muller, além de 111 estudantes de universidades parceiras. Em 2025, o SGB foi um dos parceiros do Comitê no desenvolvimento do Curso de Formação em Educação Ambiental.

Além de apoiar as atividades realizadas pelas organizações-membro, participando das ações e contribuindo com as atividades, o Comitê Araranguá e afluentes do Mampituba lidera a organização, por quatro anos consecutivos, do curso de Formação em Educação Ambiental para professores. Neste ano (2026), uma reunião realizada ainda em janeiro marcou o início da organização da 4ª edição do curso que recebe educadores da rede pública para debater e construir práticas pedagógicas voltadas à sustentabilidade hídrica e à justiça socioambiental e climática. A iniciativa está registrada na Plataforma MonitoraEA, sistema que monitora e avalia projetos e políticas públicas de educação ambiental no Brasil.

Realizar ações ambientais educativas está entre os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas (ONU). O objetivo número 13, que consiste em adotar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos, elenca como uma de suas metas a promoção da educação sobre mitigação, adaptação, redução de impacto e alerta precoce da mudança do clima.

O Comitê Araranguá e afluentes do Mampituba dispõe de materiais pedagógicos para doação, com o objetivo de apoiar o trabalho das escolas na temática de Educação Ambiental. Entre em contato com o colegiado por meio do e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , ou pelo Instagram do Comitê.

          

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