Campanha realizada em 11 pontos amplia a análise de parâmetros e fortalece a série histórica sobre as condições dos rios da região
No dia 17 de julho de 2026, o Comitê Babitonga realizou a campanha anual de monitoramento da qualidade das águas superficiais nas bacias hidrográficas dos rios Cubatão e Cachoeira, em Joinville. A atividade reuniu a equipe técnica do Comitê e profissionais do laboratório responsável pelas coletas e análises das amostras.
O acompanhamento ocorre ao longo do ano por meio de campanhas mensais, trimestrais e anuais. Todas são realizadas em 11 pontos distribuídos entre as duas bacias, sendo a principal diferença entre elas a quantidade de parâmetros analisados. Na campanha anual, a bateria de análises laboratoriais é ampliada, permitindo uma avaliação mais abrangente das características da água.
Além das amostras de águas superficiais, as equipes realizam medições de vazão e profundidade em cada ponto monitorado. O planejamento também considera as condições climáticas, especialmente a ocorrência de chuvas, que podem alterar temporariamente a vazão, a turbidez e outros parâmetros. Esse cuidado contribui para interpretar adequadamente os resultados.
Os dados coletados são registrados em um software de monitoramento que armazena o histórico das análises e calcula automaticamente o Índice de Qualidade da Água (IQA). O índice sintetiza parâmetros de qualidade em classificações que vão de péssima a ótima, facilitando a comunicação dos resultados e a observação de mudanças ao longo do tempo.
Indicadores de qualidade da água | Série histórica
A seguir, duas séries ilustrativas do monitoramento. Os gráficos mostram médias anuais do IQA, e não resultados exclusivos da coleta de julho de 2026.
Gráfico 1 — Média anual do IQA no ponto RCA1, bacia do Rio Cachoeira (2015–2026).
Gráfico 2 — Média anual do IQA no ponto RC3, bacia do Rio Cubatão (2015–2026).
O que mostram os resultados históricos
A série de 2015 a 2026, ilustrada por dois dos 11 pontos monitorados, revela comportamentos distintos. No RCA1, localizado na bacia do Rio Cachoeira, as médias anuais oscilaram principalmente entre as classes ruim e regular. Após o valor mais baixo em 2022, houve recuperação até 2025; em 2026, o indicador aparece novamente na faixa regular, embora abaixo do ano anterior.
No RC3, localizado na bacia do Rio Cubatão, as médias anuais apresentadas são, em geral, superiores às do RCA1 e situam-se principalmente nas classes regular e boa. Os valores de 2018 e 2024 estão entre os maiores da série; o resultado exibido para 2026 está na classe regular.
As diferenças entre os pontos reforçam a importância do monitoramento contínuo. A série histórica fornece subsídios para compreender oscilações, identificar questões que merecem investigação e apoiar o planejamento de ações de conservação e gestão dos recursos hídricos, sem que variações isoladas sejam interpretadas como tendências definitivas.


