Na tarde de 21 de maio de 2026, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Canoas e Afluentes Catarinenses do Rio Pelotas promoveu, em parceria com o Programa SC Águas e a SEMAE, um workshop virtual voltado ao acompanhamento e monitoramento da implementação de Planos de Recursos Hídricos. Realizado por meio da plataforma Microsoft Teams, o evento reuniu especialistas, gestores e representantes de instituições ligadas à governança das águas em Santa Catarina e em outras regiões do país.
A programação teve início às 13h30, com abertura institucional conduzida por representantes do Programa SC Águas, da SEMAE e do Comitê Canoas e Pelotas, reforçando a importância da integração entre diferentes instâncias para o fortalecimento da gestão hídrica no estado.
Na sequência, o workshop abordou experiências nacionais e estaduais sobre o acompanhamento da implementação de planos de recursos hídricos, foram compartilhadas experiências práticas de outras bacias hidrográficas brasileiras O primeiro painel foi conduzido por Raissa Bahia Guedes da AGEVAP (Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul) que apresentou o monitoramento das metas e ações do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paraíba do Sul, destacando metodologias e aprendizados na gestão por indicadores. Já João Paulo Coimbra, da Agência Peixe Vivo, apresentou a experiência de avaliação da implementação do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio São Francisco (PRH-SF 2016-2025), compartilhando lições aprendidas e desafios encontrados ao longo do processo.
No âmbito estadual, o Programa SC Águas, por meio de Rúbia Girardi e Talita Montagna, apresentou o Painel de Monitoramento dos Planos de Recursos Hídricos de Santa Catarina, ferramenta voltada ao acompanhamento das ações previstas nos planos de bacia e ao fortalecimento da transparência e da gestão baseada em resultados.
André Leonardo Bortolotto Buck, da Câmara Técnica Institucional do Comitê Canoas e Pelotas, apresentou o monitoramento das ações do Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Canoas e Afluentes Catarinenses do Rio Pelotas, trazendo ao debate a realidade regional e os avanços na implementação das ações estratégicas na bacia.
Encerrando a programação técnica, Erik Cavalcanti e Silva, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), apresentou reflexões sobre o acompanhamento da implementação de Planos de Recursos Hídricos, através do método de avaliação proposto pela ANA (manual de implementação de PRHs), e os desafios relacionados à avaliação das ações previstas nesses instrumentos de gestão.
Durante o workshop, diversos temas estratégicos foram debatidos, entre eles a necessidade de maior atenção à etapa de elaboração dos Planos de Ações nos planos de bacia, garantindo que essa fase receba o mesmo rigor técnico aplicado aos diagnósticos e prognósticos, e resulte na proposição de ações que, de fato, possam serem executadas. Também foram discutidas alternativas para adequar a linguagem técnica empregada na elaboração dos projetos e ações aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e aos critérios de avaliação de fundos e instituiçõesinternacionais e, ampliando possibilidades de captação de recursos para iniciativas de proteção hídrica e adaptação climática.
Outro ponto de destaque foi a integração entre gestão de recursos hídricos e planejamento territorial municipal. O debate ressaltou a importância de alinhar ações dos comitês com instrumentos como os Planos Diretores, especialmente em áreas de mananciais e regiões vulneráveis à ocupação irregular, estiagens e eventos extremos.
O evento foi encerrado às 17h30, com um debate final conduzido pelo presidente do Comitê Canoas e Pelotas, Eduardo Marques Martins, que destacou a importância da união entre os comitês, da aproximação institucional e da manutenção de espaços democráticos de debate como caminhos fundamentais para uma gestão das águas cada vez mais madura, eficiente e resiliente em Santa Catarina.
A realização do workshop reafirma o papel dos comitês de bacias como espaços essenciais para o diálogo, a construção coletiva e o fortalecimento da gestão participativa dos recursos hídricos no estado, consolidando o monitoramento dos planos de recursos hídricos como uma ferramenta estratégica para garantir a efetividade das ações e a segurança hídrica nas bacias catarinenses.


